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Fabiana Teófilo
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Grevistas lacram os portões da Unesp

Texto: Fabiana Teófilo

Comissão de Ética define a paralisação de todos os setores da universidade

Os professores, funcionários e alunos da Universidade estadual Paulista (Unesp) de Bauru, estiveram reunidos, ontem das 8 às 18 horas, no campus. Eles comemoraram o "Dia de Intensificação da Luta" e lacraram os portões da universidade com adesivos, evitando a entrada de pessoas no local.

De acordo com o membro da Comissão de Ética do movimento grevista, Mário Morio Isa, o Instituto de Pesquisas Meteorológicas

(IPMet) de Bauru também está com os trabalhos paralisados. A previsão continua sendo realizada como medida de segurança pública, mas as informações não estão sendo transmitidas. "Eles estão monitorando a previsão, mas só em caso de risco à segurança pública

é que vão divulgar a situação para a Defesa Civil", explicou.

Todos os setores técnicos e administrativos estão paralisados na universidade. A decisão de paralisar os trabalhos foi tomada pela Comissão de Ética, de acordo com Isa, há alguns dias, mas até o dia de ontem não estava sendo cumprida. "Queremos que as determinações tomadas nas assembléias sejam praticadas", disse.

Vale lembrar que a Comissão de Ética selecionou algumas atividades que são essenciais, como por exemplo, defesas de teses de mestrados já agendadas, contratações em curso.

O Sindicato dos Bancários também esteve presente durante a manifestação de ontem. De acordo com o diretor do Sindicato, Marcos Aurélio Silvestre, o objetivo

é prestar solidariedade ao movimento dos trabalhadores.

"O governo alega que não tem condições de atender as reivindicações e nós sabemos que o governo pode sim atender essas exigências", explicou.

Privatização do Banespa

De acordo com Silvestre, os professores e funcionários da Unesp têm apoiado contra a privatização do Banespa. "Também em retribuição a eles, estamos participando do movimento", disse.

Ele afirmou que na semana passada o movimento sindical conseguiu uma liminar não permitindo a privatização do Banespa.

Silvestre contou que anteontem foi realizada uma audiência com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde foi concedido um prazo para o Sindicato dos Bancários de São Paulo se pronunciar a respeito do recurso da União contra a ação feita pelo sindicato. Depois disso o STJ deve se manifestar. "Se o STJ for estritamente técnico, a privatização não será autorizada porque está totalmente ilegal", afirmou.

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