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Drogas

Redação
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Polícia descobre bar que comercializava drogas por atacado

Segundo a Polícia, uma denúncia anônima informou que a droga seria usada como moeda para compra de armamento pesado

Depois de meses de investigações e denúncias anônimas, uma operação que envolveu quatro viaturas e 15 policiais descobriu, na última sexta-feira, 8,606 quilos de maconha e mais 101 gramas de cocaína que estavam enterradas no quintal de uma residência contígua a um bar, na Vila Industrial. Os irmãos Encarnação Aparecida de Juli, 37 anos, Valdir de Juli, 29 anos, e José de Juli, 35 anos, foram autuados em flagrante.

O comandante do Tático 4, tenente Jorge Duarte Miguel, lembra que há algum tempo a Polícia Militar estava observando o Bar do Cowboy, na Vila Industrial, porque havia suspeitas de tráfico de maconha e cocaína. "Esse local tinha uma característica diferenciada pois ao contrário de outros bares que costumam comercializar pequenas porções eles faziam atacado de drogas vendendo quantidades superiores a um quilo", observa. Uma outra característica do local seria o fato de comercializar droga de boa qualidade a um preço superior ao da média (R$ 500 a R$ 800 o quilo enquanto o preço de mercado costuma variar entre R$ 300,00 e R$ 500).

Diante das constantes denúncias e munida de mandado judicial de busca, há uma semana uma equipe do Tático esteve no bar e apreendeu um revólver calibre 22 e munição calibre 765. "Aí, durante a última semana, como fomos vistos lá, recebemos uma denúncia de que a droga seria usada como moeda para compra de armamento pesado, principalmente pistolas de vários calibres", conta o tenente Jorge.

Numa operação velada do Tático, na terça-feira, as viaturas confirmaram a presença no bar de duas pessoas da cidade que seriam diretamente ligadas ao tráfico de armas e entorpecentes. "Na quarta-feira começamos a preparar a operação que demos início na sexta-feira. As equipes veladas ficaram observando e conseguiram ver, com a ajuda de um binóculo de longo alcance, que a droga era enterrada no quintal que fica nos fundos da residência contígua ao bar."

No mesmo dia, por volta de 20 horas, uma operação que envolveu duas viaturas do Tático, uma viatura do supervisor Oeste e uma viatura do supervisor geral (num total de 15 policiais) cercou o local - havia aproximadamente 10 pessoas no bar, um dos irmãos estava no balcão e os outros dois na sala da residência.

Durante as buscas, os policiais observaram que no fundo do quintal havia uma passagem na cerca que dava acesso a um terreno usado como depósito do bar. "Havia uma plantação de mandioca com ramas quebradas dando um aspecto de trilha. Os policiais seguiram até os fundos e se depararam com tábuas tapando um buraco dentro do qual havia um latão de plástico azul que continha seis tijolos de maconha, num total de 8,606 quilos", discorre o comandante do Tático.

Em outro canto da cerca, em outra trilha no meio dos pés de mandioca, foi encontrada uma lata de leite coberta com a tampa e mato seco que continha dois pacotes de cocaína num total de 101 gramas.

Conforme o tenente Jorge, foi dada voz de prisão em flagrante aos três irmãos, que negaram a propriedade da droga. Encarnação, proprietária do bar, foi encaminhada

à Cadeia Pública de Cabrália Paulista; José e Valdir foram levados à Cadeia Pública de Bauru. Esse tipo de crime é inafiançável com pena prevista de 3 a 15 anos de reclusão.

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