Polícia Florestal interrompe rinha de galos em Tibiriçá
Através de uma denúncia anônima, a Polícia Florestal chegou, ontem pela manhã, até a Fazenda Morumbi, no Distrito de Tibiriçá, onde um grupo de pessoas se preparavam para uma série brigas de galo. Mais de 20 pessoas, entre indiciados e testemunhas, foram conduzidas até o Plantão Policial para averiguações e 17 animais foram apreendidos.
A briga de galo é considerada crime federal no Brasil pelo artigo 32 da Lei 9605, contra crimes ambientais. A pena é de 6 meses de prisão mais multa.
Segundo o capitão Daniel Antonio Cinto, comandante da 2ª Companhia da Polícia Florestal, que estava presente quando a rinha foi descoberta, esta prática é mais grave do que parece, "não é só uma questão de maltrato contra os animais, mas também um estímulo
à violência, que está cada vez mais banalizada no País". Entre as pessoas conduzidas à delegacia havia um senhor 70 anos e um garoto de 16, "você vê por isso, que várias gerações estavam envolvidas, ao invés darem um bom exemplo, os mais velhos estavam lá, ensinando os mais novos a colocarem os galos para brigar", diz o capitão.