Final de semana é marcado por violência
Texto: Erika de Lima
Nove roubos, praticados com uso de violência, foram registrados pela Polícia Militar no último sábado e na madrugada de domingo
O último sábado e o começo da madrugada de domingo, em Bauru, foi marcado por violência. A Polícia Militar registrou nove roubos ocorridos com comerciantes, transeuntes e um cobrador em diversos bairros.
Cinco roubos ocorreram com transeuntes que estavam a caminho do trabalho ou de casa, dois foram em estabelecimentos comerciais e um dentro de um circular da E.C.C.B.
O primeiro roubo ocorreu com Iraci de Fátima Pereira Cardoso, 39 anos, logo pela manhã, às 7 horas, na rua Brasilino de Carvalho, no Jardim TV. Ela estava indo para seu trabalho quando foi abordada por um desconhecido. Consta no Boletim de Ocorrência
(BO) que o estranho a agarrou pelo pescoço, tirou sua bolsa
(tipo pochete) e levou R$ 30,00 e documentos pessoais.
Um pouco mais tarde, às 9h18, houve outro roubo. Rodrigo Oliveira Pinheiro, 24 anos, de Porangatu (GO), compareceu à delegacia para registrar BO, dizendo que teria sido atacado no final da madrugada de sexta-feira. Assim que saiu do Terminal Rodoviário foi abordado por quatro pessoas estranhas, uma delas estava armada com uma faca. Ele havia sido ameaçado brutalmente, conseguindo arrancar-lhe sua bolsa, onde estavam seus documentos e suas roupas.
Já o outro assalto ocorreu por volta das 18 horas, no Jardim Bela Vista, com Cândido Antônio Adorno, 78 anos. Consta no BO que ele, quando chegava em sua residência foi atacado por homens desconhecidos, que o derrubaram no chão, levando a sua carteira com R$ 400,00, em dinheiro.
Os menores T.O., 16 anos, e S.C.V., 17 anos, também foram vítimas de dois ladrões, que levaram R$ 8,00 e R$ 15,00. Eles estavam na quadra 10 da rua Vital Brasil, na Vila Bela. Também consta no BO que os desconhecidos teriam dito estarem armados.
O assalto ao ônibus ocorreu por volta das 23h30, no ponto final de ônibus do Jardim Ouro Verde, quando um desconhecido juntou-se a outro, que se fazia de passageiro e anunciaram o assalto. No BO consta que eles estavam armados e levaram passes e dinheiro, resultando em aproximadamente R$ 370,00.
Na madrugada de domingo, por votla das 0h30, na quadra 3 da rua Joaquim da Costa Guimarães, Edivaldo Aparecido Tavares, 34 anos, foi abordado por cinco homens, dois desses ele conhecia. No BO há o registro que Edivaldo estava com muito dinheiro e que os assaltantes sabiam. Ao exigirem a carteira a vítima reagiu, mas levou uma surra e perdeu os R$ 480,00 que haviam nela.
Os outros dois assaltos ocorreram em estabelecimentos comerciais, um na Vila Rocha e o outro na rua Quintino Bocaiúva. O primeiro assalto se deu às 18h10, no supermercado de Dorival Jorge, 44 anos, quando uma pessoa desconhecido, empunhando um revólver, levou cerca de R$ 250,00.
Já o outro roubo ocorreu no bar de Cândida Rosa Cremasco,
às 19h10. Consta no BO que um estranho, armado com um revólver, ameaçou-a e levou o dinheiro que havia no caixa. Também o cliente Luiz Antônio Fernandes, 49 anos, foi prejudicado. Os ladrões levaram R$ 40,00 e seu relógio de pulso.
Em geral, viciados estão roubando
Em geral, os assaltos são praticados por viciados, que roubam transeuntes e estabelecimentos comerciais para conseguir comprar drogas. Essa informação é dada pelo comandante interino da 1.ª Companhia da Polícia Militar e tenente da Base Comunitária Sudeste, Flávio Jun Kitazume. Ele vê que o número de roubos com arma
"branca" (faca, estilete ou punhal), tem aumentado.
"Isso tem gerado muita violência e nós chamamos de crime ocasional, porque o viciado sai para conseguir dinheiro não importa de que forma. Ocasional porque o crime não foi programado", explica.
O tenente atenta a população para que adote algumas medidas de segurança. Para os estabelecimentos comerciais
é importante não deixar acumular dinheiro no caixa, mas colocá-lo em outro lugar, fora do comércio. Já para os transeuntes é necessário não usar relógio, tênis ou jóias novos, porque isso atrai a atenção do assaltante.
Atualmente, há entre 20 e 25 viaturas da PM rondando pela cidade. Kitazume concorda que há falta de viaturas e mais policiais para atender o trabalho de prevenção, mas adverte para que as queixas sejam realizadas. E afirma: "Não há como nos desdobrarmos, porque às vezes temos que nos empenhar em alguma ocorrência e, para isso é disponibilizada grande parte do efetivo só para um local".