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Energia elétrica

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 3 min

CPFL pretende reduzir em 17% o consumo de energia nas Emefs

Texto: Erika de Lima

A Companhia de Força e Luz (CPFL) espera que o consumo de energia elétrica nas seis Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef) seja reduzido em 17% com a implantação do Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica (Procel). O convênio para implantação do projeto, com duração de dois anos, foi firmado ontem, entre representantes da CPFL e o prefeito Nilson Costa, na Emef Santa Maria, onde há 800 alunos participando do programa.

A estimativa de economia de 17% de energia nas Emefs é baseada nos programas realizados nas escolas estaduais no ano passado, em Bauru. Um mês após a implantação do programa houve uma redução de 17% na energia elétrica das escolas e 15% nas residências dos alunos.

"Nós esperamos que haja uma redução da energia elétrica nesse percentual, mas envolvendo as seis escolas", afirmou o especialista em Negócios e Seguimento do Poder Público da CPFL da região de Bauru, Celso Antônio Rodrigues.

Representantes da CPFL ressaltaram que o objetivo do programa não é diminuir o consumo, mas sim evitar o desperdício de energia elétrica em todos os setores. O programa educativo atinge diretamente as crianças - visa conscientizá-las desde cedo sobre o possibilidade da falta de energia futuramente.

O coordenador técnico do Procel, Luiz Carlos Lopes Júnior, salienta que a educação na escola acaba estendendo-se também aos familiares. "É nessa questão que trabalhamos para que todos saibam como não desperdiçar energia", ressalta. O prefeito Nilson Costa mostrou-se animado com o projeto e disse que a idéia principal é a economia da energia elétrica. "O trabalho será iniciado na Emef Santa Maria e, após seis meses, percorrerá as demais escolas de ensino fundamental", afirma.

Para garantir a atenção dos alunos é necessário usar técnicas. Palhaço, música e pipoca são alguns dos recursos utilizados no início do programa para atrair a atenção das crianças. O Procel é inserido nas aulas, para que os alunos aprendam, brincando, a memorizar as ações que devem ser feitas para evitar o desperdício de energia. "A CPFL quer que os consumidores continuem usando a energia elétrica, mas não desperdiçando-a", destaca Lopes Júnior.

A CPFL distribuiu entre os alunos 800 lâmpadas fluorescentes de 40 watts que substituem as de 60 watts, por serem mais econômicas. Cada uma custa em torno de R$ 34,00. "Também vamos acompanhar a redução do desperdício da energia nas escolas e residências", conta Lopes Júnior. Todo o material didático, bem como o treinamento dos professores,

é fornecido pela companhia, não havendo gastos para a Prefeitura.

Mais de dois milhões de alunos já participaram do Procel

O Procel existe desde 1984 e já atingiu mais de dois milhões de estudantes até o ano passado. É o que afirma o coordenador técnico do Procel, Luiz Carlos Lopes Júnior.

"O projeto sofreu algumas transformações até chegar onde está, mesmo assim passou por muitas escolas para levar uma educação da economia da energia elétrica aos alunos", conta.

O investimento no Procel é por conta da própria CPFL. É que a companhia, por ser uma concessionária,

é obrigada a aplicar 1% de seu faturamento no combate ao desperdício de energia elétrica.

Segundo Lopes Júnior, foram gastos no Procel, com material didático, como livros e fitas de vídeo, cerca de R$ 400 mil, entre 1999 e 2000. "A CPFL deseja que seu produto seja usado, mas sem prejuízo para ambas as partes e, por isso, aplica também nas técnicas empregadas no programa", argumenta.

A companhia contrata uma empresa de consultoria que é treinada por Lopes Júnior e um técnico da Eletrobrás. Os profissionais da consultoria vão às escolas para treinar os professores. Atualmente, participarão do programa cerca de mil professores, pertencentes a 300 escolas entre estaduais, municipais e particulares.

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