Entrelinha
Revolta no ninho
Dezessete pré-candidatos a vereador do PSDB se reuniriam, na noite de ontem, para fechar seu apoio à manutenção do acordo dos tucanos com o PDT. Eles avaliam que será difícil o PSDB eleger mais de um vereador se não estiver apoiando Pedro Tobias. Essa é a posição de Edson Aparecido, presidente do diretório estadual.
Egos inflados
Para os revoltosos pré-candidatos, a única coisa que impede o PSDB de manter a coligação com o PDT são os egos inflados. "Nesse momento, é preciso deixar as vaidades de lado em nome da cidade", avalia um dos tucanos pró-Tobias. Consideram que Ricardo Carrijo
(PTB) é um nome simpático ao PSDB e que o fato do vice não ser tucano não arranha a imagem do partido.
Bauru-São Paulo
O vice-presidente do PSDB, Natan Chaves, que diz estar recebendo ameaças por telefone, falou ontem com Edson Aparecido. A reunião que iria ser marcada para hoje não vai mais ocorrer e, segundo Natan, o diretório estadual deixou o PSDB de Bauru à vontade para decidir seu futuro político-eleitoral.
Não é candidato
Pedro Valentim (PST) anunciou que não sairá mais como candidato a prefeito. Apesar da candidatura não estar totalmente descartada, ele diz que é mais viável ser candidato à vereança. O que fez Valentim mudar de idéia foi o esfacelamento de uma aliança com cinco partidos nanicos. "A vaidade impediu essa coligação", concluiu.
À procura de vice
O PSB, por sua vez, procura um vice para Tuga. Há algumas hipóteses, sendo a que mais atrai os tuguistas ter Majô Jandreice (PC do B) no cargo. Cláudio Turtelli (PV) disse, ontem, que não tem o desejo de ser o vice e até admite que seu partido pode abrir mão de ter chapa própria e se coligar com outros partidos da chamada Aliança XXI.
Velho dilema
Majô, por sua vez, está como os tucanos - procurando um rumo. Ela encontra-se diante do velho dilema de seu partido: agregar-se a uma coligação que garante uma ou mais cadeira no Legislativo. Que Majô terá excelente votação, ninguém dúvida. O problema é estar em uma aliança onde o quociente eleitoral garanta ao menos uma cadeira.
Licença do PT
A pré-candidata a prefeita Estela Almagro formalizou seu pedido de licença da presidência do diretório municipal do PT. Ela diz que sua função é incompatível com a candidatura. "Há uma série de trâmites burocráticos que podem atrapalhar a candidatura", disse. Ela fica afastada da presidência até 16 de novembro, mas espera não retornar ao cargo. "Trabalho para ser prefeita", afirmou.
Vice não quer
O vice-presidente do diretório do PT, Tião Camargo, já garantiu que não irá assumir a presidência do partido. Motivo: será candidato, só que para vereador. Por essa razão, o PT realiza uma reunião hoje, às 18 horas, na sede do Sindicato da Construção Civil, para eleger um presidente provisório. Petistas dizem que dificilmente será encontrado alguém que se habilite.