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Nélson Gonçalves
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Tucanos buscam rumo para a eleição

Texto: Nélson Gonçalves

O PSDB de Bauru reforçou, ontem, que a executiva estadual não vai intervir e que a decisão eleitoral sairá de comando local

Os tucanos de Bauru ainda buscam uma alternativa para o impasse eleitoral vivido pela legenda em relação a participação no pleito deste ano. De possível candidatura própria

à coligação com o PDT de Pedro Tobias, agora o PSDB procura uma saída que não provoque o estrangulamento político da legenda. Alem disso, o PSDB ainda se esforça para disseminar a especulação sobre eventual intervenção estadual. Ontem, os tucanos trataram de afastar esta possibilidade, reforçando que o comando estadual deixou a decisão para os militantes locais.

Intervenção é uma expressão que ninguém no PSDB quer ouvir em Bauru. Entretanto, os tucanos sabem que a especulação surgiu por um fato político. O PSDB é uma das partes na crise gerada na aliança com PTB e PDT. O resultado foi que o PTB acabou tendo sua executiva municipal destituída. Em seguida, o PDT enviou ofício aos tucanos informando que a aliança tem como candidato a vice-prefeito o petebista Ricardo Carrijo.

Num capítulo à parte do episódio, os tucanos bauruenses descartaram, ontem, o agendamento de uma nova reunião em São Paulo. O presidente estadual, Edson Aparecido, demonstrou que tinha vontade em novamente conversar sobre a situação de Bauru. Entretanto, os tucanos consideram que já houve muito desgaste nas discussões que envolveram o PTB-PDT e que, a esta altura, o partido deve concentrar o pouco tempo que resta para decidir tudo em Bauru.

Agora, faltando 10 dias para a definição do quadro eleitoral, o PSDB procura se afastar da poeira levantada pela crise. Ontem, o vice-presidente da legenda, Natan Chaves, confirmou que a convenção municipal está marcada para o próximo dia 29, um dia antes do prazo final previsto em lei. Até lá, o PSDB de Bauru tem como missão procurar um caminho para sua participação na eleição deste ano.

O PSDB ainda discute entre candidatura própria e uma aliança. Nas duas possibilidades existem entraves políticos. De um lado, alguns tucanos tentam realimentar a indicação de um nome para a eleição majoritária. Por outro lado, a grande maioria sempre defendeu a coligação. A escolha acabou gerando um desgaste inesperado. Para alguns, houve falta de habilidade política por parte do PDT, legenda principal na discussão com o PTB. Para outros, o PSDB foi usado e o pano de fundo era o isolamento da candidatura de Tuga Angerami (PSB). Além de se tornar um adversário expressivo, o PSB de Tuga também disputou a aliança. Até o momento, um grupo de tucanos ainda sonha com uma dobradinha com o PSB. A alternativa, porém, é considerada a mais difícil e remota entre as possibilidades.

Diante desse quadro, o PSDB está se apressando em recolher os prejuízos do rompimento anunciado com o PDT. Ainda sobraram algumas possibilidades, todas elas, entretanto, com arestas a aparar. No contexto do quadro eleitoral ninguém descarta que os tucanos possam ganhar o pouco de tempo que resta para, na última hora, acabar aceitando a aliança com Pedro Tobias sem a indicação do candidato a vice-prefeito. Este é o desejo público do presidente estadual, Edson Aparecido, mesmo sem intervenção.

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