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Reposição de aulas

Fabiana Teófilo
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Alunos da Unesp terão aulas em julho e janeiro

Texto: Fabiana Teófilo

Para repor os 57 dias de greve, as férias de julho, dezembro e janeiro serão suspensas na Unesp de Bauru

Os alunos das três faculdades da Universidade Estadual Paulista

(Unesp) de Bauru não vão ter férias em julho. A decisão foi tomada pelas congregações (órgãos máximos) da universidade, que são compostas por representantes dos funcionários, professores e alunos.

As aulas deverão seguir ininterruptas até o dia 20 de agosto, finalizando o primeiro semestre. Nessa data, os alunos terão um recesso e deverão retornar às aulas no dia 11 de setembro, quando se dá início ao segundo semestre.

Em dezembro, as aulas deverão seguir até o dia 23, quando a universidade terá um recesso de apenas uma semana, retornando às aulas no dia 2 de janeiro. O semestre deverá ser encerrado entre os dias 19 e 20 de janeiro.

Com esses dias de reposição, os professores acreditam que nenhum aluno será prejudicado. De acordo com a diretora da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação

(Faac), Cleide Biancardi, os feriados existentes no calendário que caem em quinta-feiras, serão folgados somente no dia, sendo que na sexta-feira seguinte a Faac terá aula normalmente.

"Isso foi um pedido que partiu dos próprios alunos, principalmente os que estão concluindo os cursos", afirmou.

Ela explicou que, em função dos cursos noturnos, ficaria inviável prolongar o feriado, prejudicando os alunos. A maioria dos formandos é obrigada a apresentar um trabalho de conclusão de curso para se graduar e durante a greve eles ficaram sem a orientação do professor, atrasando o desenvolvimento do projeto e, portanto, terão que aproveitar todos os dias para terminar os trabalhos.

Além dos formandos, os bolsistas também estão preocupados, de acordo com Cleide. "Eles também devem concluir seus trabalhos para não perderem as bolsas", explicou.

Cleide disse ainda que se houver necessidade de repor mais dias, as faculdades poderão utilizar os sábados para repor aulas, mas por enquanto, eles acreditam que esse novo calendário será suficiente para recuperar os dias de greve.

Em relação aos servidores, o calendário deve seguir igual para aqueles que trabalham na parte acadêmica, como laboratoristas e secretárias de departamentos. Os que seguiram trabalhando mesmo nos dias de greve não deverão repor os dias e para os outros ainda não há um calendário definido. "Nos próximos dias deverá ser estabelecido a situação desses servidores", disse Cleide.

Ela afirmou que a proposta do calendário de reposição foi discutida em assembléias, onde participaram todos os coordenadores de cursos. "Todos puderam se manifestar e as congregações discutiram com o objetivo de se definir um melhor horário", disse.

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