Geral

Projeto contra crime

Fábio Grellet
| Tempo de leitura: 2 min

Policiais e educadores da região conhecem projeto implantado em Bauru

Texto: Fábio Grellet

Policiais e profissionais da educação que atuam em Andradina e nos municípios da região de Jaú visitaram, ontem, a sede do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior para conhecer o projeto Jovens Contra o Crime. Trata-se de um programa criado pela Polícia de Miami e trazido a Bauru em 1998, durante visita de policiais norte-americanos

à cidade. O programa já funciona em 22 escolas de Bauru e outras duas de Pirajuí, e agora pode ser implantado, também, em outras cidades do Interior do Estado.

Segundo o comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior, capitão Manoel Messias Mello, o programa reduziu consideravelmente os registros policiais nas escolas em que foi implantado. Através dele, os alunos detectam, sob sua ótica, os problemas que a escola enfrenta e, em seguida, discutem a melhor forma de solucioná-los. É criado, então, um mecanismo para cobrar o cumprimento das decisões tomadas pelo grupo, caso elas se refiram a problemas que envolvam exclusivamente os alunos. Se as medidas envolverem pessoas ou entidades alheias à escola, elas são encaminhadas ao orientador do grupo, função sempre desempenhada por um policial militar, a quem caberá tomar as providências cabíveis para que as medidas sejam colocadas em prática.

A criação de grupos de Jovens Contra o Crime depende unicamente da iniciativa dos alunos e da direção das escolas, que recebem apoio dos policiais militares (PM's). Feito o contato entre os PM's e a direção da escola, o projeto é exposto aos professores e, em seguida, eles escolhem, em conjunto, os alunos que vão ser convidados a coordenar o projeto. Segundo o capitão Messias, habitualmente são escolhidos aqueles que se destacam e, por isso, são considerados líderes entre os colegas. Eles são convidados a integrar o projeto e também podem sugerir que outras pessoas componham o comando do grupo. Também

é definido um policial para desempenhar a função de coordenador do grupo, e outros adultos compõem um grupo de apoio aos Jovens Contra o Crime. Os grupos funcionam continuamente, reunindo-se para discutir a eficácia das medidas de combate aos problemas detectados - em qualquer âmbito, seja policial, escolar ou familiar.

Em Pirajuí, as duas escolas onde o projeto foi implantado reduziram consideravelmente os registros policiais que as envolvem, depois que o programa foi adotado, em 1999. Antes, havia, em média, 98 ocorrências por ano; atualmente, esse número caiu para dez.

O capitão Messias destaca que o programa concede liberdade aos jovens, para que eles decidam como resolver problemas que os afligem, mas também atribui responsabilidade a eles. Por isso, tem alcançado êxito significativo e deve ser implantado em outras cidades do Interior do Estado de São Paulo. O projeto também está despertando o interesse de cidades de Minas Gerais e Goiás, que já mantiveram contatos com o Batalhão comandado por Messias, para conhecer o Jovens Contra o Crime. Essas visitas, porém, ainda não foram agendadas.

Comentários

Comentários