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Fabiana Teófilo
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Copom de Bauru atende média de 6 mil ocorrências/mês

Texto: Fabiana Teófilo

Do total das ocorrências, 90% são atendidas em menos de 10 minutos.

O Comando da Polícia Militar (Copom) de Bauru recebe cerca de 20 mil telefonemas por mês, sendo que desses, aproximadamente seis mil, são ocorrências atendidas. Mesmo com o identificador de chamadas, de 20% a 25% dos telefonemas são trotes.

De acordo com o sub-comandante interino do Batalhão, capitão Manoel Messias Mello, apenas 50% dos trotes são identificados, para os outros, se desloca uma viatura para só então descobrir a "brincadeira".

O atendimento do Copom foi informatizado em 1998, mas os computadores já estão lentos para o sistema. A P.M. desenvolveu um novo programa que tem como objetivo agilizar o sistema, mas não pode ser instalado até que os computadores atuais, pentium 100, sejam trocados por outros mais modernos que permitam a instalação de um software mais avançado.

De acordo com Messias, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), se comprometeu em comprar os computadores antigos para que possam ser trocados por novos.

Atualmente, o Copom trabalha em três turnos, das 7 horas

às 15 horas, das 15 horas às 23 horas e das 23 horas

às 7 horas. No horário de pico, que é das 15 horas às 23 horas trabalham cinco atendentes e uma despachadora. Nos outros horários, ficam trabalhando de três a quatro atendentes e uma despachadora.

O atendimento é feito através de telefones com identificador de chamadas. Os dados das ocorrências vão sendo registrados no computador e através da rede, a despachadora, através do rádio, entra em contato com a viatura que está disponível e próxima ao local para atender o chamado.

Da hora em que se atende um chamado até o despacho da viatura leva-se uma média de cinco minutos, de acordo com o capitão Messias. Somando-se esse tempo ao do deslocamento do veículo até o local, o atendimento é feito em, no máximo 15 minutos. "Noventa por cento dos chamados são atendidos em menos de dez minutos", afirmou Messias.

Ele disse que os 10% que não são atendidos dentro do prazo de dez minutos acontece, geralmente, nos horários de pico ou ainda porque, em alguns casos, as atendentes tentam checar a veracidade da informação, devido ao grande número de trotes.

O Copom também tem acesso, disponibilizado por uma parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), através de sistema on-line, à fichas individuais de todas as pessoas pelo número da cédula de identidade e a veículos através do número das placas. "Esse trabalho também é realizado pelas atendentes", disse Messias.

Quando um policial desconfia de carro roubado ou quer checar a ficha policial de uma pessoa, ele entra em contato com as atendentes que através do computador realizam esse trabalho.

Atualmente, o Copom possui de 30 a 40 viaturas nas ruas e um efetivo de 30 homens. De acordo com Messias, o Copom tem trabalhado com estatísticas, ou seja, através de estudos matemáticos, sabe-se precisar os horários em que é necessário um número maior de viaturas em serviço.

O capitão Messias explicou que em casos de flagrante, por problemas de legislação, uma viatura pode ficar parada de três a nove horas.

Novos investimentos

O capitão Messias disse que o Copom tem projetos de novos investimentos com o objetivo de diminuir o tempo-resposta para ocorrências.

O treinamento de pessoal para digitação, atendimento de telefone faz parte do projeto de qualidade total da P.M. As atendentes, por exemplo, devem passar, também, por exames de audiometria.

A disposição das mesas na sala de atendimento também

é um investimento, além da compra de fones de ouvido para os telefones.

"Pretendemos oferecer um curso personalizado para as atendentes", disse Messias.

Para o capitão, o importante é não repetir erros. "Estamos investindo para melhorar o atendimento à população, mas acredito que Bauru já está mais avançada que muitas outras cidades do mesmo porte", finalizou.

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