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Redação
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Aumento da gasolina não é confirmado em Bauru

Donos de postos consultados ainda não querem falar sobre o reajuste. Alegação é que as distribuidoras não confirmaram nada

Mesmo depois do anúncio feito pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de São Paulo (Sincopetro) à imprensa, estimando que o preço da gasolina poderá ter reajuste de 10% a 11%, até ontem os proprietários de postos de combustíveis de Bauru diziam que ainda não era possível falar sobre o assunto porque as respectivas distribuidoras ainda não teriam se manifestado em relação ao reajuste. O aumento ocorrerá em função da nova regra de cobrança de tributos como o PIS, o Pasep e o Cofins, além da Parcela de Preço Específico (PPE). O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Petróleo de Bauru, Homero Sebastião Gomes, não foi encontrado para falar sobre o assunto.

De acordo com informações do Sincopetro, a alta da gasolina ocorrerá em torno desse percentual caso o governo aumente o preço do combustível em 13% nas refinarias. Membros do Sincopetro estimam que, nos postos, o reajuste deverá entrar em vigor na segunda quinzena de julho. O índice do reajuste será calculado pelos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, com base no preço internacional do barril de petróleo, custo interno de produção da Petrobras e da PPE. Para contratos fechados em julho, a cotação internacional do barril é de mais de US$ 30 a unidade.

Enquanto isso, a maioria dos postos de Bauru continuam comercializando gasolina comum a R$ 1,34, à vista. Numa consulta feita pela reportagem, ontem, este preço está sendo cobrado por um posto de bandeira Texaco localizado na avenida Rodrigues Alves; um posto Ipiranga na avenida Nossa Senhora de Fátima; postos de bandeira Agip; e em um posto situado na avenida Getúlio Vargas. Num posto BR localizado no bairro Popular Ipiranga, a gasolina é vendida a R$ 1,33, apenas um centavo a menos. Em um posto Shell, localizado na avenida Castelo Branco, foi verificado o litro da gasolina comum a R$ 1,31. Em um posto de bandeira Flag, na avenida Alfredo Maia, a gasolina era comercializada a R$ 1,30, até ontem. Num posto, também da Flag, próximo ao Parque das Camélias, foi encontrada gasolina comum sendo vendida a R$ 1,28, devido a uma promoção temporária. A proprietária, Leda Menezes, diz que para manter esse preço, que está sendo aplicado há cerca de duas semanas, é muito difícil e que, com esse valor, ela não tem margem de lucro. Na opinião da empresária,

é provável que o reajuste que for definido para o preço da gasolina seja repassado integralmente ao consumidor, já que seria "praticamente impossível, para os postos, absorver um novo reajuste" (o último ocorreu em março). Alguns postos estão aplicando, por ora, o preço de R$ 1,25 na venda do litro da gasolina comum,

à vista. (PZ)

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