Geral

Exportação

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos exporta gado para a Bolívia

Raça de gado é genuinamente brasileira e foi criada nos anos 40 para produção de leite e carne na região dos trópicos

O pecuarista Sven von Ungern-Sternberg, proprietário da Fazenda Macaé, de Agudos, está abrindo uma nova fronteira para negociar o seu gado de raça, o Pitangueiras, do qual é produtor há 15 anos. Na última semana, Sven despachou para a cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra - distante cerca de 2 mil quilômetros de Agudos

- um lote de 101 cabeças de Pitangueiras, dos quais sessenta fêmeas e 41 machos. Na cidade boliviana, o lote participará de uma exposição pecuária e depois vai a leilão. Foram quatro dias de viagem entre Agudos e Santa Cruz, com uma parada de três dias em Corumbá-MS para o descanso dos animais. É a primeira vez que o pecuarista despacha seu gado de raça para fora do País.

Ele está entusiasmado com a nova fronteira de negócios e acredita que, além da Bolívia, a Argentina e o Chile poderão se tornar, em breve, clientes em potencial da raça Pitangueiras. Há poucas semanas, o pecuarista participou do Seminário do Novilho do Futuro, organizado pela Associação de Criadores de Pailón, com patrocínio da Fegasacruz, a federação de criadores de gado com sede em Santa Cruz de La Sierra. Sven foi convidado pelo pecuarista José Cassiano Gomes dos Reis, radicado na Bolívia, a dar uma palestra sobre as potencialidades do Pitangueiras.

Foi nesse seminário que surgiu o interesse dos pecuaristas bolivianos pela raça. O pecuarista acredita que a região de Santa Cruz de La Sierra vai se constituir num centro de reprodução da raça Pitangueiras. Segundo ele, o governo boliviano, com a ajuda dos Estados Unidos, está empenhado em fomentar novas atividades econômicas para o país. O governo norte-americano estaria despejando milhões de dólares para dar uma ocupação a mais a milhões de trabalhadores.

Sven explica que o Pitangueiras é um gado resistente contra a seca e parasitas, principalmente carrapatos. Ele enfatizou a vantagem da raça no sistema de cobertura a campo, em substituição a touros europeus, nem sempre bem-sucedidos em clima tropical. Durante sua exposição na Bolívia, o pecuarista agudense destacou a capacidade leiteira do Pitangueiras, apresentando números de controles e torneios leiteiros. Alguns Estados nordestinos, São Paulo e Paraná abrigam produtores de Pitangueiras de excelente qualidade.

Comentários

Comentários