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Patrícia Zamboni
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Cesp e CTEEP levam campanha salarial a dissídio

Texto: Patrícia Zamboni

Diretoria das duas empresas não negociam com o Sinergia-CUT e decidem partir para o dissídio. Julgamento está marcado para hoje

A direção da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) entraram com pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A decisão foi tomada depois que, na semana passada, ambas as empresas não chegaram a um acordo com o Sindicato dos Eletricitários

(Sinergia-CUT) em relação às reivindicações que estão sendo feitas pela categoria em função da campanha salarial 2000. O TRT agendou o julgamento do dissídio para hoje, às 13 horas, segundo informações do diretor licenciado do Sinergia-CUT, Jesus Garcia.

O anúncio da decisão pelo dissídio foi feito ontem, dia em que os trabalhadores da Cesp e da CTEEP cumpriram com a promessa de iniciar um movimento de greve por tempo indeterminado em função, justamente, da posição irredutível das duas empresas em não apresentar uma contra-proposta aos trabalhadores. Além disso, segundo Garcia, a diretoria da Cesp e da CTEEP também estão querendo retirar direitos trabalhistas já conquistados. Ao todo, essas duas empresas possuem cerca de 2 mil funcionários.

De acordo com Jesus Garcia, os trabalhadores continuarão em greve até o TRT realizar o julgamento do dissídio e informar a sua decisão. "Levar a situação a dissídio é vantajoso para as empresas, porque dependendo da decisão do TRT, elas têm a prerrogativa de entrar com recurso. Se isso acontecer, no Tribunal o cenário estará a favor das empresas e não dos trabalhadores. Diante disso, não nos resta outra alternativa senão manter o movimento de greve até a Justiça divulgar a sua posição e fazer a sua determinação", observa Jesus Garcia.

De acordo com ele, se a diretoria das empresas concordasse em fazer uma nova negociação, automaticamente a greve seria suspensa. Mas, diante da posição de partir para o dissídio, Garcia diz que aos trabalhadores só resta a opção de manter a greve, que faz parte do plano de luta da categoria para conseguir definir a campanha salarial 2000. Segundo o diretor licenciado, o objetivo dos representantes da categoria é de, pelo menos, manter os direitos já conquistados pelos trabalhadores e a correção da inflação acumulada no período para os salários.

De acordo com o sindicato, a adesão à greve por parte dos trabalhadores que atuam nas sedes, das duas empresas, localizadas no Interior do Estado de São Paulo, é de 100%.

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