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Atropelamento

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 2 min

Rondon registra segundo atropelamento em uma semana

Texto: Erika de Lima

A questão da falta de passarelas causou discussão com algumas pessoas que estavam no local do acidente

Ruth da Silva, 66 anos, moradora do Núcleo Beija-Flor, morreu ao ser atropelada ontem, por volta das 18h40, quando tentava atravessar a rodovia Marechal Rondon, no quilômetro 342, próximo ao trevo da Vila Santa Luzia. O atropelamento acabou congestionando a pista por 20 minutos.

O Gol, placas CPD 7350, de São Paulo, envolvido no atropelamento teve a parte da frente amassada e o vidro do pára-brisa estilhaçado. O motorista, Levi Fukumori, 22 anos, estava com seus pais vindo de São Paulo e indo para Bastos, na Festa do Ovo.

Segundo o comerciante Carlos Humberto Ciafrei, 38 anos, que presenciou o acidente, Ruth estava no meio da pista quando foi atropelada.

"Eu poderia ter atropelado ela, do jeito que estava na rodovia", afirma.

Ciafrei conta que estava indo em sentido a Avaí, próximo do Gol, mas no lado direito da pista. O outro veículo, que transitava pelo lado esquerdo, ao se aproximar do viaduto atropelou Ruth. "A mulher estava no meio da pista e, quando viu os carros ainda deu uma parada. Infelizmente, para mim foi imprudência da pedestre", relata.

O nome de Ruth estava na carteirinha da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e uma das pessoas presentes havia dito que ela trabalhava na empresa.

Esse já é o segundo atropelamento ocorrido na mesma semana e, que levanta a questão acerca das passarelas existentes. O soldado da Polícia Rodoviária, Paulo Roberto Carreira, recorda que há duas passarelas próximas do local do acidente e, que os pedestres não usam. "Uma delas fica a 800 metros do trevo da Vila Santa Luzia e as pessoas não utilizam", acrescenta.

Algumas pessoas que estavam no local discordaram dessa opinião e criticaram a falta de passarela no local. O motorista Evaldo Aparecido da Silva, quis levantar o problema sobre o número de pedestres que passam por ali. Ele frisa que há muito mais pessoas atravessando a pista nesse trecho, ao contrário da passarela do Núcleo Gasparini. "Quando construíram essa passarela não pensaram nas dezenas de homens e mulheres que trabalham na Tilibra, por exemplo. Eu mesmo já cheguei a atravessar por aqui para chegar em casa, porque não moro no Gasparini, mas sim próximo do Mary Dota", salienta.

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