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Hortifrutis

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Hortifrutis têm nova alta de preços na Ceasa

Texto: Patrícia Zamboni

Produtores justificam o aumento dos preços para comercialização com as geadas ocorridas nas últimas semanas. Recuperação deve acontecer dentro de 60 dias

A queda das temperaturas e as geadas ocorridas nas últimas semanas resultaram na diminuição da entrada de produtos do segmento de hortifruti na Central de Abastecimento (Ceasa) de Bauru e, conseqüentemente, fez os preços subirem mais uma vez. De acordo com o gerente da Central, Edson Antônio Guarido Ribeiro, há muitos anos essa situação não acontecia dessa forma, que está fazendo alguns produtos, como o tomate salada, sofrerem alta de 167%. A previsão

é de que os preços só voltarão a cair dentro de 60 dias, com a recuperação das plantações. Porém, isso só acontecerá se não ocorrerem novas geadas.

Num levantamento de preços feito ontem por Ribeiro, foi observado que as verduras, os legumes e algumas frutas foram os produtos que tiveram as maiores altas. Segundo o gerente, a caixa de 22 kg de tomate salada era comercializada a R$ 6,00 no dia 26 de junho. Ontem, custava R$ 16,00, o que significa um aumento de 167%. A caixa de 20 kg de abobrinha brasileira custava R$ 17,00 em 26 de junho. Ontem, o preço de entrada na Cesasa foi de R$ 30,00 (alta de 76,47%); a caixa de 22 kg de cenoura era comercializada a R$ 10,00 em 26 de junho, e ontem custava R$ 12,00

(alta de 20%); a caixa de 11 kg de pimentão verde custava R$ 6,00 em junho (mesma data), e ontem, era comercializada a R$ 10,00 (alta de 67%); a caixa de 15 kg de vagem macarrão era vendida a R$ 15,00 em 26 junho, e ontem, custava R$ 40,00 na Ceasa (alta de 167%); um engradado de alface lisa era comercializado a R$ 5,00 em junho (mesma data), e ontem, chegou a R$ 7,00 (alta de 47%); a dúzia de maço de almeirão custava R$ 5,00 em junho, e ontem, era vendido a R$ 6,00 (alta de 20%); a couve-flor custava R$ 7,00 em 26 de junho, e ontem, era comercializada a R$ 12,00 na Ceasa (alta de 71%).

Segundo Ribeiro, o preço do repolho e de algumas frutas se manteve estável, com exceção da banana climatizada, que em 26 de junho a caixa de 20 kg era vendida a R$ 13,00 e ontem custava R$ 14,00 (alta de 7,6%), e da caixa de 18 kg de morango, que era comercializada a R$ 4,00 em 26 de junho e a R$ 6,00 ontem (alta de 50%).

De acordo com o gerente da Ceasa, a alta dos preços é justificada pelos produtores como resultado das geadas ocorridas nas últimas semanas, o que teria prejudicado muito as plantações. A previsão é de que a recuperação das plantações e a queda dos preços ocorram somente daqui a 60 dias. Até lá, tudo indica que a população continuará pagando caro pelos hortifrutis.

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