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Inverno

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Frio impulsiona as vendas no comércio

Texto: Patrícia Zamboni

As baixas temperaturas têm animado os lojistas, que registram grande incremento nas vendas. CDL prevê aumento de 30%, na média

As baixas temperaturas registaradas nos últimos 15 dias, principalmente na semana passada, estão impulsionando as vendas no comércio. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sérgio Evandro do Amaral Motta, diz que, na média, o aumento observado deve girar em torno de 30%. Com esses números e com a permanência do frio, já se pode afirmar, segundo Motta, que as vendas de julho irão superar o total registrado no mesmo período de 99. "A

última semana foi essencial para a recuperação das vendas de artigos de inverno para o comércio, porque o mês de junho foi muito fraco, devido às temperaturas mais altas que ocorreram", observa o presidente da CDL.

Robson Pradilha, sub-gerente de uma loja de confecções e de artigos de cama, mesa e banho localizada na Batista de Carvalho, diz que o frio registrado nas duas últimas semanas está fazendo com que as vendas de julho caminhem para atingir uma superação, segundo previsão da gerência, de 50% em relação a julho do ano passado. "O frio demorou para chegar mas veio forte. Por isso, as nossas vendas têm sido ótimas", observa Pradilha. Segundo ele, tanto roupas, principalmente as infantis, quanto cobertores e edredons têm sido muito procurados pelo público. A loja está com promoções de até 30% para vender todo o estoque de inverno até o final do mês.

O gerente de uma grande loja de departamentos do centro da cidade, Ednelson da Costa, diz que as vendas de julho deverão girar em torno de 40% a 50% acima do volume total comercializado no mesmo período do ano passado. "A linha pesada, de cobertores e edredons, foi praticamente esgotada na semana passada. No setor de confecções, acredito que iremos esgotar o nosso estoque até o final desse mês ou início do próximo", avalia o gerente.

Segundo ele, esse grande aumento nas vendas ocorreu este mês porque o movimento que esperado para junho não aconteceu, em função das temperatuaras não terem caído. O pequeno estoque de aquecedores que havia na loja também foi esgotado na semana passada, de acordo com Costa.

Em outra loja de departamentos localizada na Batista de Carvalho, o gerente Delso Borges de Oliveira afirma que as vendas registradas este mês ficarão em torno de 12% acima em relação a julho de 99, e 28% acima da meta estabelecida para este ano, neste mesmo mês. As confecções consideradas mais "pesadas", como sobretudos, casacos em lã, em soft e moletons, foram praticamente esgotadas na semana passada, além do grande volume de edredons e cobertores comercializados. Segundo Oliveira, cerca de 90% do estoque de inverno da loja foi vendido num prazo de uma semana. O restante, segundo ele, está sendo comercializado com descontos generosos. "Nossos planos de pagamento, em até cinco vezes iguais sem entrada, estão atraindo o público. Até o final do mês venderemos todo o nosso estoque", afirma o gerente.

Os camelôs também puderam engrossar o orçamento com a chegada do frio colocando à venda artigos como luvas e gorros. Dulce de Castro Roberto, que tem uma barraca na rua 1º de Agosto, disse que na semana passada comercializou todas as seis dúzias de luvas que colocou à venda, além de um grande número de gorros. "Vendi tudo o que eu trouxe para a barraca. Essa semana a procura diminuiu, mas as vendas me surpreenderam. Precisei encomendar mais luvas para vender esses dias", diz a comerciante.

Numa outra barraca, Flávio Luiz Brandão diz que também está vendendo todos os artigos de frio que tem. As luvas são as mais procuradas pelo público e tiveram seu auge de comercialização na semana passada.

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