Sindicato vai investir contra empresas de segurança clandestinas
Texto: Rita de Cássia Cornélio
As empresas de segurança privada precisam investir na qualidade de serviços para não cometer o mesmo erro da segurança pública
As empresas privadas de segurança servem como um apoio
à segurança pública, aos órgãos institucionalizados. A tendência de mercado não aponta para crescimento, mas para a qualidade de serviços desse setor. Esta é a opinião do presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo, José Jacobson Neto.
O representante estadual esteve ontem em Bauru para dar posse ao delegado regional, Cláudio Buzalaf. Em entrevista, Jacobson Neto frisou que o mercado de segurança privada tem três grandes concorrentes. "O primeiro são as empresas clandestinas. Elas têm que entrar para o mercado ou saírem definitivamente. Para nós, elas representam um problema muito sério; é uma concorrência desleal. O segundo é a segurança eletrônica, que deve ser entendida como meio auxiliar da segurança privada, e não como substituição ao vigilante. E o terceiro, que são os porteiros, entendidos como vigilantes", explicou.
Os preços de portaria são menores, o que atrai os contratantes, segundo o presidente do Sesvesp. "O preço
é menor porque os porteiros não são treinados e nem exercem o serviço de vigilância", ressaltou. Para combater a clandestinidade, ele sugere a adesão ao sindicato."Temos uma política moderna. Queremos trazer modernidade para dentro do Sesvesp. Temos vários pontos a atacar, especialmente, a clandestinidade", disse.
Outra diretriz da diretoria que assumiu no final de maio, segundo Jacobson Neto, é dar credibilidade ao Sindicato dos Vigilantes.
"Queremos que eles sejam reconhecidos como bons profissionais que são", frisou. Para ele, os delegados regionais exercerão papel importante nos próximos três anos. "O Estado de São Paulo é muito forte. Nesta região temos 17 empresas e só seis são associadas. Temos que trabalhar para trazer as outras 11 para participarem", afirmou.
Na opinião dele, as empresas associadas contam com a vantagem de saber tudo o que acontece com a segurança privada no País. "As empresas não podem ficar confinadas em uma única célula; têm que participar e saber o que está acontecendo no Brasil todo", finalizou.
Eletrônicos
A tecnologia deve ser encarada como um auxílio à atividade de vigilância, segundo o vice-presidente de Cursos do Sesvesp, Armando Hugo Silva. "Segurança eletrônica
é um complemento da vigilância. Os equipamentos melhoram o sistema de segurança. Isso já pode ser conferido na área bancária, com as portas detectoras de metais, alarmes etc", explicou.
Na opinião dele, os equipamentos eletrônicos jamais substituirão o homem. O homem vai tomar conta da máquina. Diariamente, constatamos que os equipamentos eletrônicos melhoram a segurança", disse. A onda de seqüestros
é a maior preocupação da segurança, segundo Silva. "Os empresários do Interior Paulista precisam prevenir-se porque a criminalidade está investindo no Interior. É preciso que ele passe a dar atenção para segurança própria e de sua família, sem fobia", explicou.
As empresas de segurança e os cursos que estão sendo ministrados no Interior Paulista são exatamente para instruir os empresários e prepará-los para não serem presas fáceis. "A prevenção é o melhor caminho para os seqüestros", disse.