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Campanha Eleitoral

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

Para Tobias, crítica de Dudu é racista

Texto: Nélson Gonçalves

O candidato a prefeito pelo PDT, Pedro Tobias, rebateu as críticas da aliança 100% Bauru feitas durante comício na Vila Ipiranga

A 60 dias da eleição, a campanha esquentou. Depois do primeiro debate entre os sete candidatos a prefeito, na semana passada, os adversários passam a ampliar críticas entre si em diferentes pontos da cidade. Por outro lado, agora as alfinetadas passam a ser públicas em função da realizações de comícios. O candidato a prefeito pelo PDT, Pedro Tobias, rebateu, ontem, críticas vindas de showmício da aliança 100% Bauru. Pedro Tobias disse que as afirmações de Dudu Ranieri, vice de Nilson Costa, em relação a sua dificuldade com a língua portuguesa são racistas.

O candidato da aliança Viva Bauru se manifestou em relação a parte do discurso de Dudu Ranieri (PFL), durante comício da última segunda-feira, realizado na quadra 26 da avenida Castelo Branco, na Vila Popular Ipiranga. Dudu falou ao público presente no showmício, o primeiro da campanha eleitoral, que "desses candidatos a prefeito, um veio do Líbano e não sabe nem falar direito". Ontem, de São Paulo, Pedro Tobias comentou que a "insinuação do Dudu Ranieri sobre minha dificuldade na fala é no mínimo racista".

Para o candidato do PDT, "Dudu Ranieri parece esquecer que se reuniu comigo, me procurou, para uma aliança, para sairmos juntos na eleição. Ele só não fechou comigo porque o PFL nacional não deixou, não queria aliança com o PDT. Agora, que ele se aliou ao PPS só porque o PFL nacional mandou ele sai me atacando com uma afirmação racista, que não combina com quem é educador".

Tobias acrescentou uma comparação em relação a Dudu. "Eu tenho uma folha de serviços prestados

à comunidade de Bauru, como médico e como vereador. O que o Dudu fez para sua cidade? Como profissional, tenho 15 mil cirurgias feitas em Bauru, mesmo tendo vindo para cá depois de adulto, enquanto que ele nasceu aqui. Eu não tenho medo de quem não tem o que falar e mostrar, porque a população quer reeguer Bauru", disse.

Pedro Tobias também não poupou Nilson Costa, que no showmício argumentou que Bauru perde um deputado, a representação política no Estado, se a população eleger para prefeito quem já é deputado estadual. O candidato a prefeito da aliança Viva Bauru disse que

"o prefeito Nilson Costa só está lá porque se aliou a um corrupto e ficou ao seu lado muito tempo, não foi só no palanque da campanha eleitoral não".

Desta forma, Pedro Tobias comentou que "o prefeito de plantão não tem credibilidade para criticar ninguém, era parceiro do Izzo, uma dupla. Vai dizer agora que não conhecia o Izzo, que não sabia que ele ia administrar do jeito que administrou. A turma do Izzo já estava com ele desde a campanha passada e o Nilson Costa estava junto. Por isso eu tenho que deixar a Assembléia sim e resgatar essa cidade e trabalhar para Bauru. A cidade precisa acordar e ele ainda nem acordou como prefeito".

Licença de deputado

Ontem, Pedro Tobias estava na Assembléia Legislativa do Estado, em São Paulo. Entretanto, o candidato a prefeito disse que vai perder não mais que três dias de campanha eleitoral até outubro. Segundo Pedro Tobias (PDT), sua licença será formalizada após o dia 15 deste mês. Até lá, o deputado estadual pretende comparecer à Assembléia para encaminhar assuntos como discussão de projetos e representação em comissões.

Pedro Tobias informou que cerca de 19 dos 94 deputados estaduais concorrem a prefeituras, em diferentes regiões do Estado. O candidato explicou que sua licença não implicará na ocupação da cadeira pelo suplente. Ele informou que o Regimento Interno da Assembléia Legislativa do Estado dispõe que a vaga é ocupada pelo suplente após um prazo de 90 dias a partir do início da licença. Assim, como restam 60 dias para a eleição, Pedro Tobias não chegará a ter sua vaga ocupada pela suplência até o final do ano. Se vencer a eleição, então o assunto passa a ficar para o próximo ano.

O deputado estadual disse que não perderá sessões do segundo semestre na Assembléia, pelo menos até a eleição. "Os líderes dos partidos decidiram que vão realizar não mais que três ou quatro sessões para votação até o final de setembro, em função da eleição. Além disso, cada deputado é de uma região diferente e tem que cuidar de seu reduto", comentou.

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