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Erika de Lima
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Correios iniciam campanha em pról dos desabrigados do Nordeste

Texto: Erika de Lima

Campanha levará doações gratuitamente como cobertores, roupas, remédios e alimentos não-perecíveis para desabrigados

Desde ontem, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

(ECT) começou uma campanha nacional para arrecadar donativos aos desabrigados das enchentes nos Estados de Pernambuco (PE) e Alagoas (AL), no Nordeste. Em Bauru, as doações podem ser feitas em uma das cinco agências de correio da cidade: na praça Dom Pedro I, na agência da Vila Falcão, no Centro, na agência do Jardim Redentor e na agência do Distrito Industrial.

As doações podem ser cobertores, roupas, calçados, alimentos não-perecíveis como leite em pó, arroz, feijão, farinha, enlatados, medicamentos dentro do prazo de validade e vestuário em geral como cama, mesa e banho.

Essa campanha deverá seguir basicamente os mesmos critérios da anterior, realizada em janeiro deste ano, para os desabrigados dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os donativos devem ser colocados em embalagens resistentes para evitar a quebra ou a perda do produto, as mais indicadas são as caixas de papelão. Os medicamentos em vidro podem ser colocados na mesma caixa das roupas, em seu meio ou mesmo em caixas separadas desde que sejam pequenas. Mas o remédio deve ser embrulhado no jornal para que não quebre.

De acordo com o assessor de comunicação da agência de Correios de Bauru, Moacir do Valle Júnior, é importante acondicionar muito bem os alimentos e vestuários para que não hajam problemas durante o transporte. "Recipientes frágeis como vidros grandes, ou garrafas de plástico contendo líquidos devem ser evitadas porque podem quebrar e estragar o material doado", afirma.

O peso máximo para cada caixa é de 30 quilos. Em cada uma deve ter escrito pelo lado de fora "Donativos-PE" se for para Pernambuco ou "Donativos-AL" para Alagoas. Quando os produtos contidos na caixa forem dois tipos como remédio e roupa é importante escrever do lado de fora da caixa que há medicamento e vestuário. "Dessa forma, será facilitada a direção do material durante a triagem", salienta o assessor.

Segundo Valle Júnior, se o número de peças forem pequenas não há necessidade de se utilizar caixas. "Três blusas, por exemplo, podem ser embaladas só em papel pardo com fitas adesivas", opina.

Para aqueles que não têm caixas de papelão, os Correios também vendem caixas em alguns tamanhos e o valor varia de R$ 1,30 (menor) a R$ 4,55 (maior). Na caixa menor cabe um quilo de sal ou açúcar, já a maior comporta até quatro blusas ou alguns quilos de arroz, por exemplo.

No entanto, os doadores não terão nenhum custo nas agências para enviar a doação. A ECT providenciará o transporte, entregando as doações aos responsáveis pela Defesa Civil de cada Estado, para que chegue aos 59 mil desabrigados do Estado de Alagoas e aos 50 mil de Pernambuco.

A situação continua crítica nos dois Estados devido à forte chuva que começou desde domingo passado, atingindo a região litorânea de PE e o Estado de AL, além da cheia dos rios de Alagoas. Seis pessoas morreram soterradas enquanto dormiam, no bairro Benedito Bentes, em Maceió, entre outras que ficaram feridas.

A Defesa Civil estipula que 18 pessoas morreram em Pernambuco e 29 em Alagoas. Além disso, há 25 cidades em estado de calamidade pública e outras quatro em estado de emergência em AL. O problema ampliou-se de tal forma que até mesmo as Forças Armadas foram acionadas para resgatar as pessoas isoladas pelas águas.

Segundo o Núcleo de Meteorologia de Alagoas, choveu 280 milímetros em 48 horas na faixa litorânea. Esse volume de água é equivalente a 15,5% da precipitação média anual da região.

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