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Palestra

Redação
| Tempo de leitura: 5 min

Produtor e diretor de cinema fala sobre o tempo psicológico do Brasil

Uma das expressões do Cinema Novo, Arnaldo Jabor discute a realidade atual do Brasil em palestra na Cervejaria dos Monges

O produtor e diretor de cinema Arnaldo Jabor ministra a palestra

"Quem É o Brasil?", hoje, a partir das 20 horas, na Cervejaria dos Monges. A proposta é falar sobre o tempo psicológico em que o Brasil vive hoje, a partir de uma breve arqueologia da personalidade histórica do brasileiro, desde os anos de formação colonial até os dias atuais.

Uma palestra sobre um tema tão amplo não poderia deixar de ser esquemática e genérica. No entanto, Jabor considera que o atual período de "vazio ideológico" e da "perda de certezas políticas" justificam o momento de tentar captar tendências e ideologias novas.

A permanente crise de identidade do Brasil e a saga de sua gente, cuja marca é a procura secular de um rosto histórico serão alvo do debate. "Talvez estejamos mais perto deste retrato, à medida que as ilusões antigas foram acabando", afirma o cineasta.

Histórico

Além de diretor e produtor de cinema, Arnaldo Jabor é escritor e jornalista, graduado em Direito. Carioca, iniciou sua carreira escrevendo críticas e editando o jornal O Metropolitano. Em 1962, tornou-se editor da revista O Movimento.

Dois anos mais tarde, fez curso de cinema do Itamaraty-Unesco. Neste mesmo ano, trabalhou nos documentários "Maioria Absoluta", de Leon Hirszman, "Integração Racial", de Paulo Cézar Saraceni, e como assistente de direção no filme "Nave de São Bento", de Mário Carneiro.

Participou, neste período, do Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha, Cacá Diegues, Luiz Carlos Barreto e Nelson Pereira dos Santos, entre outros.

Em 65, dirigiu seu primeiro curta-metragem, "O Circo", representante brasileiro no Festival Dei Popoli, na Itália, em 1966, premiado no Festival de Brasília e pelo Prêmio do Estado do Rio de Janeiro, como melhor filme.

Estreou na direção de longa-metragem em 66, com o documentário "Opinião Pública", que recebeu prêmio de melhor filme no Festival de Pésaro, na Itália.

Em 1970, dirigiu "Pindorama", uma produção realizada por ele em conjunto com a Columbia Pictures e Cia. Cinematográfica Vera Cruz. O filme representou o Brasil no Festival de Cinema de Cannes no ano seguinte.

Depois, vieram as adaptações de dois textos de Nelson Rodrigues para o cinema, "Toda Nudez Será Castigada"

(1973) e "O Casamento" (1975).

Sucesso de público e crítica, "Toda Nudez..." recebeu o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim, em 73, além de ter sido premiado como melhor filme no 1.º Festival de Cinema de Gramado (73) e pelo Instituto Nacional de Cinema (74). O filme foi também representante brasileiro no Festival de Cinema de Cannes (73) e em Nova Iorque, na mostra

"New Filmes, New Directors" (74).

Já "O Casamento" fez turnê internacional representando o Brasil em Cannes e no Festival de Cinema de São Francisco, em 1976.

Em "Tudo Bem", 1978, Jabor propôs um retrato da classe média brasileira. O filme foi para o Festival de Berlim e recebeu o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Brasília.

Em 1980, produziu um dos filmes de maior sucesso nas bilheterias do cinema brasileiro, "Eu Te Amo", com Sonia Braga e Paulo Cesar Pereio, levando 4 milhões de espectadores às salas de exibição no País.

Palma de Ouro em Cannes (86), com prêmio de melhor atriz para Fernanda Torres, "Eu Sei Que Te Amar", realizado em 1984, recebeu também o Prêmio Air France, como melhor filme (86), e registrou uma bilheteria de 4,5 milhões de espectadores.

O roteiro de "Eu Sei Que Vou Te Amar" foi publicado pela Editora Record, com nove edições vendidas e ficando quatro meses na lista dos mais vendidos.

Em 94, o roteiro foi adaptado para o teatro e se transformou num grande sucesso de público, ficando quase três anos em cartaz e recebendo vários prêmios, entre eles, o Prêmio Mambembe para melhor texto teatral de 1996.

Atualmente, Arnaldo Jabor assina artigos políticos e culturais em diversos jornais do país, como a Folha de S. Paulo, O Globo, Folha de Londrina, O Liberal, em Belém (PA), Jornal de Tocantins, Diário do Nordeste, no Ceará e Correio Popular, de Campinas (SP).

Três coletâneas desses artigos foram publicadas nos livros "Os Canibais Estão Na Sala De Jantar"

(93), "Brasil Na Cabeça" (95) e "Sanduíches de Realidade" (97), este, ainda nas listas de mais vendidos.

Desde 1996, atua como comentarista político no "Jornal Nacional", "Jornal da Globo" e "Bom Dia Brasil", todos da TV Globo. A partir de 97, ampliou sua atuação na TV participando do programa "Manhattan Connection", transmitido semanalmente pelo canal a cabo GNT. (RP)

Serviço

"Quem É o Brasil?", com Arnaldo Jabor, hoje, 20h, na Cervejaria dos Monges. Preço: R$ 40,00 (antecipado na Jalovi/Altos - rua Antônio Alves, 22-75), R$ 60,00 e R$ 30,00 (estudantes com carteirinha da UNE, Ubes e Umesb). Realização: Cervejaria dos Monges e Ciesp. Patrocínio: Jalovi e Simonelli Engenharia e Construção. A Cervejaria fica na avenida Getúlio Vargas, 7-50. Informações: 234-7773

/ 230-7757 / 234-3600.

Festa tradicional reúne repúblicas

A festa que pegou várias gerações universitárias e casas noturnas de Bauru está de volta. A tradicional

"Proclamação das Repúblicas" será realizada na quinta-feira, a partir das 23 horas, na Cervejaria dos Monges.

Tudo começou em 1988, ainda no antigo Camarin, sob o comando do empresário João Cabreira. O espaço ficou pequeno e a festa passou a ser realizada no Bauru Tênis Clube, seguindo nos anos seguintes para o Tequila, Maria Bonita e Carmen, chegando agora à Cervejaria.

O agito vai ficar por conta das turmas de Engenharia Civil da Unesp, Fonoaudiologia da USP, Odontologia e Psicologia da USC e Direito da ITE e Unip. Para garantir a festa, a primeira cerveja em lata será por conta da casa.

Serviço

Festa "Proclamação das Repúblicas", na quinta-feira, 23h, na Cervejaria dos Monges. Ingressos: R$ 8,00 (antecipado) e R$ 10,00. Avenida Getúlio Vargas, 7-50. Reservas de camarotes e informações: 234-7773.

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