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Protesto

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Moradores protestam pela falta de acesso ao Vale do Igapó

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Moradores e chacareiros do Condomínio Vale do Igapó fizeram uma manifestação ontem pela manhã na rodovia Bauru/Jaú, na entrada do bairro. Eles impediram o trânsito na via para protestar contra a falta de acesso ao bairro. Com a duplicação da rodovia, o condomínio ficará sem acesso próprio e os moradores terão que transitar mais seis quilômetros para chegarem ou saírem do bairro.

O protesto foi suspenso por 12 horas, graças a uma negociação entre a Polícia Rodoviária e os moradores. Mas os manifestantes prometem voltar a impedir o trânsito e destruir a pista, caso a questão não seja resolvida. "Não estamos desistindo. Apenas suspendemos por 12 horas para que a Centrovias resolva o problema, frisou o condômino Roberto de Freitas Santagui.

Ele lembrou que o condomínio existe há mais de 18 anos. "É lamentável que não tenham feito um projeto que deixasse um trevo para que os moradores retornem. Isso é falta de respeito. Está ferindo a nossa dignidade", disse.

De acordo com Santagui, a Centrovias teria informado, em uma certa

época, que iria construir um viaduto no acesso ao bairro.

"É um dos maiores condomínios de Bauru. São dez mil lotes. Vamos ter que dar uma volta de seis quilômetros, três em direção a Jaú e mais três no sentido a Bauru", reclamou.

Ele promete entrar com um pedido de mandato de segurança.

"Vamos procurar o juiz. Demos um prazo de 12 horas para que os diretores da Centrovias façam uma passagem para nós. Não é justo a gente ter que andar seis quilômetros a mais, todos os dias", disse.

A falta de entrada para o condomínio não vai prejudicar só os moradores. "Vai prejudicar também, os usuários do Hospital da Unimed e do posto de combustível. O pessoal da Centrovias alega que o projeto é antigo, mas eles já modificaram várias vezes. Porque não podem alterar agora?", questiona.

O sócio-proprietário do empreendimento, Adhemar Previdello, explicou que participou de uma reunião, em São Paulo, com representantes da Centrovias, Prefeitura de Pederneiras e um órgão público de São Paulo que cuida da duplicação de rodovias. "Explicamos o problema. Levamos mapa e demonstrando que o Vale do Igapó

é um bairro da dimensão aproximada da cidade de Pederneiras e que portanto não deveria ter esse tratamento", disse.

De acordo com ele, a resposta foi negativa. "Nós procuramos por eles novamente e apresentamos a alternativa de se construir uma avenida marginal, como existe na rodovia Bauru/Agudos. Depois disso, eles ignoraram a gente. Não atendem telefone e nem retornam os recados. Ontem, fomos surpreendidos com a obra impedindo a passagem", disse.

Centrovias

A equipe de reportagem do JC tentou falar com o engenheiro da Centrovias que seria o responsável pela obra várias vezes, mas ele não atendeu a nenhum dos telefonemas. A assessoria de imprensa da Centrovias informou que o funcionário da empresa que esteve no local dos fatos ainda não tinha chegado a São Carlos, sede da concessionária e por isso não tinha um posicionamento sobre o assunto. A assessoria de imprensa prometeu esclarecer a situação assim que tivesse uma posição sobre o assunto.

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