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Comentário político

Redação
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Entrelinha

Cena brasileira I

Vai demorar muito tempo ainda até que as eleições estejam imunes a influências do poder econômico e da máquina governamental. Ontem, tivemos mais um exemplo dessa realidade. O churrasco do encontro de líderes comunitários, no Clube das Nações, foi bancada por uma secretaria municipal - a Sear.

Cena brasileira II

Somente o prefeito Nilson Costa (PPS) foi visto no local, além de inúmeros candidatos a vereador. Ao contrário dos anos anteriores, desta vez o encontro pouco ou quase nada discutiu sobre a realidade das associações de bairros, ao contrário do ano passado, quando a reunião teve marmitex e muito debate.

"Novo apartheid"

Pedro Valentim voltou a protestar, sábado, contra o impedimento de sua participação em um comício, na Vila Nova Esperança, da coligação 100% Bauru.

"Isso é discriminação, sou vítima de um novo apartheid, depois da queda do regime de segregação racial na África do Sul!", protestou o candidato a vereador do PST.

Engolindo sapo

Valentim tem sido um incômodo para a coligação, devido a suas estreitas ligações com Izzo Filho. Foi levado a apoiar a tentativa de reeleição de Nilson Costa pelo vice da coligação, Dudu Ranieri. Não era o que o prefeito sonhava, mas teve que engolir o "sapo", assim como quase todos os candidatos a prefeito.

Sem "boa-noite"

Outro que começa a enfrentar o mesmo tipo de problema é Pedro Tobias. Em um comício realizado sábado à noite no Mary Dota, alguns candidatos ficaram irritados por não poderem dar seu 'boa-noite' ao povo presente. Um deles foi o vereador Luiz Carlos Valle. A coordenação da campanha permitiu que apenas os candidatos da região falassem.

Tarefa ingrata

Uma das tarefas mais difíceis dos coordenadores de campanha

é cuidar dos sanha por espaço dos candidatos a vereador. Todos querem tudo, sob pena de não fazerem campanha casada, isto é, a sua e do candidato a prefeito. O PDT tem 112 candidatos, quase 40% do total de postulantes a uma cadeira na Câmara.

Burlando a lei

Várias inserções de candidatos a prefeito, ontem, foram tiradas do ar, por ordem do juiz eleitoral Horácio Furquim Guanaes. É que esse tipo de comercial (que vai ao ar fora do horário gratuito) não permite o uso de imagens externas nem de truques ou recursos extras. As coligações estão usando a tática de pôr no ar, mesmo sabendo que não pode. Até serem punidas, já se burlou a lei.

Pancadaria

O debate dos candidatos a prefeito de Agudos, sábado à noite, na TV Preve, se transformou um festival de pancadaria para cima do atual prefeito, Afonso Condi (PSDB), que se recusou a participar, assim como o candidato Rubens Benázzio (PL). O debate foi transmitido ao vivo e num telão, na praça principal de Agudos.

Três hipóteses

Das três, uma: ou Carlos Octaviani (PMDB) e José Carlos Morandini (PDT) somaram muitos pontos; ou vitimizaram Condi, acabando por causar complacência da população com o atual prefeito; ou Benázzio foi quem lucrou, porque não foi tão alvejado pelos dois presentes. O dia 1º de outubro vai dizer.

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