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Câmara Municipal

Daniela Bochembuzo
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Sem transmissão, sessão acaba às 19h10

Texto: Daniela Bochembuzo

Apenas cinco vereadores utilizaram a tribuna da Câmara Municipal, cuja sessão foi uma das mais curtas dos últimos 4 anos

Na segunda semana sem contar com transmissão ao vivo dos meios de comunicação, ontem, a Câmara Municipal de Bauru teve uma das mais rápidas sessões dos últimos quatro anos. Com início às 17 horas, os trabalhos terminaram às 19h10, resultando em uma sessão com duração de 130 minutos.

Durante a sessão, somente cinco dos 21 vereadores fizeram uso da palavra. O grupo incluía João Parreira de Miranda (PDT), Rogério Medina (PTB), Catarina Carvalho

(PFL), Erlon Junqueira (PDT) e Futaro Sato (PMDB). Os cerca de 50 minutos de discurso foram acompanhados por, em média, oito legisladores. Os restantes, em sua maioria, preferiram ficar em seus gabinetes ou conversar nos corredores da Câmara Municipal.

Antes da votação dos oito projetos de lei e duas moções, foi instituído intervalo regimental, que durou cerca de 30 minutos. Durante esse período, os vereadores se reuniram na sala da presidência da Câmara para discutir as propostas incluídas na pauta da sessão.

A reunião dos parlamentares resultou em votações rápidas, que praticamente duraram a leitura do assunto dos projetos de lei, como número do processo e explicação sobre ele. Todas as propostas foram aprovadas por unanimidade, tanto em primeira, quanto segunda ou única discussão.

Apenas duas das oito propostas motivaram o uso da tribuna. O processo 182/00, que revogava a doação de um terreno à Loja Maçônica Luz do Paraíso n.º 458, foi questionado por João Parreira de Miranda. Já Catarina Carvalho discorreu sobre o projeto de lei 180/00, de sua autoria, o qual obriga a afixação de placas de advertência nas portas dos elevadores. Apesar de discursar em voz alta, poucos vereadores pararam de conversar para ouvi-la.

Suspensão

Em off, alguns vereadores atribuíram a rapidez dos trabalhos da Câmara Municipal à suspensão das transmissões ao vivo das sessões pelas emissoras Rádio Auri Verde, TV Preve e TV Câmara. Sem telespectadores e ouvintes, esses parlamentares acreditam que o interesse em falar na tribuna deverá ser retomado apenas após as eleições, marcadas para 1.º de outubro.

Na sessão da semana passada, oito vereadores abriram mão da palavra, incluindo representantes de partidos de esquerda e direita. Na sessão de anteontem, o número quase dobrou: 15 deixaram de usar a tribuna, ao qual têm direito por 10 minutos cada.

Se a rapidez da sessão e a ausência de discursos for mantida até 1.º de outubro, ganhará fôlego o argumento do juiz eleitoral Horácio Furquim Guanaes de que a transmissão das sessões do Legislativo não garantia tratamento igualitário a todos os candidatos à vereança do Município, já que os vereadores

(que tentam a reeleição) poderiam ter mais espaço na televisão e no rádio para expor suas propostas do que os demais postulantes ao cargo. A argumentação foi usada para fundamentar a determinação pela suspensão das transmissões das sessões da Câmara Municipal, decidida na segunda-feira passada.

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