Ação Progressista busca maior participação feminina na política
A presidente da Ação Mulher Progressista, órgão ligado ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), Maria Lúcia Balestra, esteve em Bauru na última semana, divulgando a mensagem da entidade e acompanhando o trabalho de campanha das candidatas do partido. Em visita ao Jornal da Cidade, com a presidente regional da Ação, Ruth Custódio, ela falou sobre a evolução da participação da mulher na política, seu principal objetivo.
Jornal da Cidade - O que é a Ação Mulher Progressista
Maria Lúcia Balestra - É uma entidade de direito privado do Partido Progressista Brasileiro (PPB) fundada em 1997 com o fim de promover a cidadania e levar a mulher a ocupar os espaços políticos, promovendo a mulher no setor político. Para isso temos a escola de formação política em todo Brasil. Política não é uma coisa só de homens, é também das mulheres que não podem ficar à margem das coisas. Nosso trabalho
é conscientizar a mulher do seu papel político na sociedade.
JC - E como a srª. vê a situação da mulher na política hoje?
Maria Lúcia - É maravilhosa. A cada ano temos mais mulheres engajadas na política. Esse ano, por exemplo, foi surpreendente, porque o número de candidatas é significativo. Para se ter uma idéia, os estados do Sul estão em vantagem, são mais politizados e lá algumas lideranças já se conscientizaram dessa importância da mulher. São lideranças com visão, gente que deseja as mulheres nos seus quadros e que fazem com que os nossos objetivos se tornem mais fáceis.
JC - E em São Paulo?
Maria Lúcia - Em São Paulo também temos muitas mulheres como candidatas a prefeita e vereadora. A cada eleição esse número aumenta. A mulher progressista tem uma participação especial dentro do partido. Eu sempre digo que o partido deve ser avaliado antes e depois da mulher progressista. Tanto em filiação como em execução de projetos. Temos parcerias com embaixadas de muitos países como Austrália, Cuba e Estados Unidos. Então são mulheres que reconhecem na mulher progressista, verdadeiras parceiras, aptas para fazer jus ao que recebemos delas.
JC - E em Bauru?
Maria Lúcia - Eu acho que a sociedade bauruense ainda é muito fechada para as mulheres, mas a Ruth (Custódio) está vencendo esses desafios. Ela não está se aventurando na política, ela sabe o que está fazendo.
JC - Qual a maior dificuldade em trazer a mulher para a política?
Maria Lúcia - A maior dificuldade, por incrível que pareça, é fazer a mulher acreditar na mulher. Nós sempre fomos dominadas e agora estamos tentando mudar. Temos que mudar essa concepção de que mulher não vota em mulher, que não confiam. É um trabalho a longo prazo, mas que está evoluindo, por isso o número de mulheres sempre têm aumentado. Esperamos que em 2002 esse perfil da mulher já tenha mudado. Os homens estão muito mais receptivos hoje do que antes porque eles estão vendo que o que nós queremos fazer estamos conseguindo, não somos mais dependentes deles.
JC - A Ação tem alguma coisa de feminista?
Maria Lúcia - Não, nós não somos feministas, somos progressistas, mulheres que vêm o progresso como o fim. Hoje é preciso ter uma visão futurista porque tudo acontece muito rápido e no mundo todo as mulheres demonstram que querem mudanças, que querem um lugar onde possam trabalhar as questões que afligem todos os lugares, como a miséria, a fome, a educação.