PRTB e PTN querem Zamonaro fora da presidência da coligação
Texto: Daniela Bochembuzo
O PRTB e o PTN, que junto com o PRN formam a coligação Renova Bauru, querem a destituição do prefeitável Thomaz Zamonaro (PRN) da presidência da aliança. O pedido foi registrado por meio de representação junto à Justiça Eleitoral.
Na representação, os dois partidos alegam que Thomaz Zamonaro não vem atendendo aos interessantes da coligação, uma vez que toma atitudes para proveito próprio e em total desacordo com o posicionamento da aliança.
Entre as atitudes, o PRTB e o PTN citam a utilização dos espaços de rádio e televisão destinados
à propaganda proporcional para veiculação de imagem de Thomaz Zamonaro. O fato é proibido pela legislação eleitoral no parágrafo 8.º, artigo 23, da resolução n.º 20.562.
Além disso, os partidos afirmam que Zamonaro vem omitindo determinações da Justiça Eleitoral, como sorteio de pontos de outdoor, reuniões, correspondências, entre outros assuntos relacionados aos interesses da coligação.
Com base nessas informações, o PRTB e o PTN se dizem impedidos de exercer seu direito de veiculação de imagens e idéias por meio do rádio e da televisão e ser informados sobre determinações da Justiça Eleitoral.
"As ações de Zamonaro têm um clara atitude ditatorial. Ele foi escolhido presidente da coligação, mas não é dono. Ele precisa respeitar os demais membros da aliança e cumprir a legislação", argumenta Tito Pereira, candidato a vereador e vice-presidente do PRTB e um dos autores da representação.
Para o PRTB e o PTN, a melhor forma de solucionar o impasse que vive a coligação é destituir Zamonaro da presidência da aliança, colocando em seu lugar Tito Pereira. Na representação, os partidos pedem ainda que a Justiça Eleitoral emita ofício às redes de rádio e televisão da cidade, transmissoras da propaganda eleitoral gratuita, para que recebam o material de propaganda dos candidatos a vereador das duas legendas.
"Não fizemos a representação de maneira deliberada. Tentamos, por várias vezes, conversar com Zamonaro, mas ele se negou a fazer reunião com os partidos, a conversar e a nos ouvir. Diante disso, com o tempo correndo e nosso direito tolhido, resolvemos recorrer à Justiça Eleitoral", explica Tito Pereira.
De acordo com Pereira, as desavenças teriam começado na reunião preparatória para o debate de prefeitáveis realizado pela TV Câmara. Na ocasião, ficou acertado que Zamonaro teria sua mãe, Berenice Zamonaro, como assessora que poderia entrar na plenária do Legislativo, e dois representantes do PRTB presentes do lado de fora do debate. Dias antes do evento, o prefeitável teria deixado de atender os telefonemas das duas legendas.
Outro fato que irritou o PRTB e o PTN foi a representação feita por Zamonaro contra Nilson Costa (PPS). "Sempre objetivamos fazer a política da construção, porque somos partidos pequenos, não nos adianta atacar grandes candidatos, mas Zamonaro preferiu não seguir essa diretriz", afirma.
Diante do descumprimento da linha política da coligação e da ausência de diálogo, o PRTB e o PTN resolveram recorrer à Justiça Eleitoral. "Sabemos que estamos implodindo a coligação, mas esse é um mal necessário. Zamonaro não é dono da verdade e todos os candidatos a vereador, de maneira unânime, estão revoltados com as atitudes tomadas por ele", garante Pereira.
O candidato Thomaz Zamonaro (PRN) já foi notificado pela Justiça Eleitoral a apresentar defesa. Depois disso, o caso será analisado pelo juiz eleitoral Horácio Furquim Guanaes.