Geral

Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

Em Confiança

Leonardo de Brito

ROMÁRIO, A ARMA

Em 93, Romário foi convocado após uma imensa pressão popular e resolveu contra o Uruguai, ao marcar dois gols. Agora, a história se repete e o Baixinho é a principal arma da Seleção Brasileira para se reencontrar com as boas atuações nas Eliminatórias. A experiência de Romário se juntará à juventude e ao talento de Ronaldinho Gaúcho. Os dois terão a missão de levar o Brasil à uma atuação convincente, que faça a torcida voltar a acreditar na equipe, que foi derrotada por 3 a 0 pelo Chile, na última rodada, o que a deixou na quarta colocação, com 11 pontos. Romário tentará provar, com uma grande atuação, que merecia ter seu sonho de disputar a medalha de ouro nas Olímpiadas de Sydney atendido. Do time que enfrentou os chilenos serão nada menos do que oito mudanças. Apenas Antônio Carlos, Alex e Rivaldo foram mantidos. Para vencer e espantar a má fase, nada melhor do que um adversário em crise. A Bolívia está muito distante de repetir o feito de 93, quando venceu o Brasil por 2 a 0, em La Paz, naquela que representou a primeira derrota da Seleção em Eliminatórias. A atual equipe, comandada por Carlos Aragonés, está na penúltima posição, com cinco pontos, à frente apenas da Venezuela. Se não bastasse a campanha ruim, com apenas uma vitória, os jogadores e o treinador tiveram seus prêmios reduzidos, por causa da crise financeira que atinge o futebol boliviano. O grande destaque do time de Aragonés é o meia "El Diablo" Etcheverry, autor de um dos gols na vitória em La Paz há sete anos. Ele, o zagueiro Sandy e o meia Baldivieso são os remanescentes daquela partida histórica.

VANTAGEM

O Brasil tem um longo retrospecto de confrontos contra a Bolívia, em partidas válidas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. São sete jogos no total, com a Seleção Brasileira levando uma grande vantagem, com cinco vitórias, um empate e uma derrota. O problema é que o único tropeço contra os bolivianos marcou o primeiro resultado negativo da equipe canarinho nesta competição. A fatídica derrota de 2 a 0, em La Paz, foi sofrida pelo time comandado por Carlos Alberto Parreira, em 25 de julho de 1993, pelas Eliminatórias da Copa dos Estados Unidos. Etcheverry e Peña marcaram os gols. Mas o troco dado pelo Brasil não demorou muito acontecer. Pouco mais de um mês depois, no dia 29 de agosto, a Seleção Brasileira goleou a Bolívia por 6 a 0, no Estádio do Arruda, em Recife. A equipe vinha passando por uma fase péssima, sobretudo após a derrota em La Paz, mas aquele jogo marcou a arrancada para a conquista do tetracampeonato. A CBF ficou tão agradecida com a torcida, que a capital pernambucana foi a primeira escala na viagem de volta ao País.

DESCRÉDITO

A exemplo da Seleção comandada por Carlos Alberto Parreira, nas Eliminatórias de 93, a equipe de Wanderley Luxemburgo também vem enfrentando o descrédito por parte da imprensa e, principalmente do torcedor. Nosso desejo, evidentemente, é que o confronto contra os bolivianos marque, mais uma vez, o início da reabilitação.

CONFIANÇA

O Brasil mandará para o espaço neste domingo, a má fase técnica e o descrédito. Com Romário no ataque e o jovem Émerson Carvalho na zaga, estreando nas Eliminatórias, nossa Seleção crescerá muito de rendimento. Já afirmei várias vezes que

Émerson é o melhor defensor brasileiro. Melhor até do que Antônio Carlos. O filho do amigo Celso quase foi contratado no final da semana pelo São Paulo, mas o Tricolor acabou optando pelo paraguaio Ayala. O zagueiro da Portuguesa seria uma melhor contratação, sem dúvida nenhuma.

DE VOLTA

Zé Maria volta para a Itália. O passe do jogador, que defendeu o Cruzeiro na última temporada, pertence à empresa Parmalat. O lateral de 27 anos, que já atuou no Parma, foi emprestado por um ano ao Perugia.

QUASE LÁ

Ao empatar com o Independente ontem à tarde, debaixo de chuva, o Noroeste praticamente se classificou para a próxima fase do Campeonato Paulista de Juniores. O Norusquinha foi beneficiado com a derrota da Inter de Limeira para o União São João. Muita gente não acreditava no time comandado por Luisão, mas na verdade, depois de fazer um fraco primeiro turno, o Noroeste conseguiu uma incrível recuperação.

INSÔNIA

A seleção de basquete dos Estados Unidos, conhecida desde os Jogos de Barcelona - com a entrada dos profissionais da NBA - como o Dream Team (time dos sonhos), virou desde então um verdadeiro pesadelo para os adversários, que ainda,

às vésperas de Sydney-2000, não sabem o que fazer para deter seu avanço. Com uma formação dominada por grandes estrelas, apesar de muito distante da equipe que conquistou na Olimpíada de 92 o título com um pé nas costas, os norte-americanos continuam sendo os grandes favoritos para o ouro olímpico e tirando o sono dos adversários.

EMPATE NA CHUVA

Santos e Cruzeiro empataram por 1 a 1. Não foi um resultado desastroso para o Peixe, mas não gostei. Atuando na Vila, o Santos, que vinha embalado pela vitória sobre o Corinthians, não aproveitou a chance, ainda porque enfrentou um adversário desfalcado. O jogo, realizado na Vila Belmiro, aconteceu sob muita chuva e foi marcado pela raça das duas equipes, que por vezes transformou-se em violência.

QUEM DIRIA!

O Santos apenas empatou em casa, mas meu time do Rio venceu ontem. Tenho uma equipe em cada Estado. No clássico carioca deu, além da vitória ao Fluminense, a liderança da Copa João Havelange ao Tricolor das Laranjeiras, com 18 pontos, ao lado do Goiás e do Atlético-PR, mas com partidas a menos que os adversários. Fluminense líder

- quem diria!

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