Telefonica confirma furto em fios
Texto: André Tomazela
As linhas telefônicas de moradores do Jardim Tangarás e outros bairros próximos voltaram a funcionar ontem
Problemas nas linhas telefônicas de alguns moradores dos bairros Edmundo Coube, Parque Bauru, José Regino, Ferradura Mirim e Jardim Tangarás, foram resolvidos, ontem, pela Telefonica. A empresa confirmou que a interrupção dos serviços telefônicos dos moradores foi ocasionada por conta de furtos ocorridos nas imediações do Jardim Tangarás. Segundo a assessoria de comunicação da Telefonica, foi registrada mais de uma ocorrência por furto junto à policia. A empresa alerta que furtos nos fios já estão ocorrendo há alguns meses na cidade e que o material furtado contém o metal cobre que seria vendido pelos ladrões.
Ao perceber algum problema na linha, a Telefonica recomenda que o assinante ligue imediatamente para o número 103, solicitando o conserto. Assim que a empresa indentificar o problema, dependendo da quantidade de fio que foi retirada, o período para o reparo pode variar de uma a duas horas.
Os moradores dos bairros citados ficaram com telefones residenciais e públicos mudos desde a última sexta-feira. As proprietárias de uma empresa de telemensagens situada no Parque Bauru, Maria Luiza Godoy Siqueira e Mirtes dos Santos afirmam que a empresa ficou parada desde sexta-feira, porque as duas linhas utilizadas para o trabalho ficaram mudas. "Uma das linhas telefônicas eu tenho faz uns dois anos e ela nunca apresentou problema", afirma Maria Luiza. As duas linhas foram consertadas ontem, pela Telefonica. A linha da moradora do Jardim Tangarás, Genita dos Santos Spoldaro, também voltou a funcionar, ontem, por volta de meio-dia.
Por ficarem sem comunicação, os usuários do sistema de telefonia são os mais prejudicados com os furtos de fios de cobre, mas não são os únicos. Em março deste ano, o JC noticiou que a Ferroban teve cerca de 60 quilos de fios de cobre da rede aérea e de dentro dos vagões de trem furtados, em Bauru. Como a rede aérea não estava mais sendo utilizada em função da troca de locomotivas elétricas pelas a diesel, os furtos ficaram facilitados. O preço do quilo de cobre pago pelos ferros-velhos é de até R$ 1,40.