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Falsificação

Redação
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Polícia descobre como cheque era falsificado

Dando continuação às investigações sobre os possíveis golpes aplicados pelo securitário Leonardo Piva, 35 anos, preso anteontem em Bauru sob a acusação de estelionato, a equipe do 3.º Distrito Policial esteve, ontem, na cidade de Matão (próximo a São Carlos). Conduzidos por Piva até uma residência alugada por ele, com o nome de Edmilson Luiz da Silva, os policiais encontraram uma grande quantidade de produtos, possivelmente provenientes de estelionatos.

Também foram encontrados na residência disquetes com modelos de documentos - a polícia que esses modelos que tenham sido usados para falsificação. Além disso, foram encontrados modelos de RG e CPF, do Estado de Pernambuco, prontos para serem preenchidos.

Piva, que confessou fazer parte de uma quadrilha que atua em todo Estado, contou aos policiais do 3.º DP detalhes das falsificações. Para adulterar folhas de cheque, eles, primeiramente, pesquisavam um número de CPF. Para isso, eles acessavam o site da Receita Federal e, na área de consulta de declarações de imposto, começavam a "chutar" um número para consulta. Essa operação, eventualmente, era feita com a utilização de disquetes para declaração de imposto, fornecidos pela Receita.

"Os integrantes da quadrilha partiam de um CPF conhecido e substituíam o último número até encontrarem outro válido", relatou o delegado do 3.º DP, Roberto Cabral de Medeiros. Após conseguirem o número do CPF, realizavam um trabalho artesanal. Segundo o delegado, para adulterar os cheques, os falsificadores adaptavam uma agulha de costura na ponta de uma caneta esferográfica, depois raspavam os números cuidadosamente, usando o instrumento caseiro.

Após rasparem os números originais do CPF impresso na folha de cheque, substituíam-os pelos números conseguido nos disquetes ou no site da Receita Federal, usando decalques de letras. De acordo com os policiais, a falsificação ficava perfeita.

Os produtos apreendidos em Matão seriam a parte de Piva nos golpes. Conforme sua confição à policia, metade ficava com ele e o restante com o chefe da quadrilha, que ainda não foi identificado. "O que apreendemos com ele seria sua cota", explicou o delegado.

Desde o dia 24 de agosto, quando instalou-se em Matão, Piva vinha a Bauru fazer compras e retornava durante a madrugada, segundo apurou a polícia. Em Bauru, ele mantinha um apartamento no edifício Trianon, supostamente para servir de fachada para os golpes. "Ele tinha até uma funcionária para atender o telefone e comprovar sua identidade", contou Cabral.

Vítimas devem procurar polícia

As pessoas que eventualmente forem vítimas de possíveis golpes aplicados por Piva em Bauru devem procurar o 3.º DP amanhã, a partir das 8 horas, levando as notas fiscais que comprovem a venda dos produtos. O telefone do 3.º DP

é 224 7434 ou 227 74 34. O delegado Roberto Cabral de Medeiros acredita que muitas das vítimas ainda não tenham percebido o golpe devido ao uso de cheques pré-datados.

Produtos apreendidos

* Dois aparelhos de videogame Nintendo 64

* Um telefone comum

* Um telefone sem fio

* Quatro telefones celulares

* Fitas de videogame

* Vários aparelhos gameboy

* Quatro pneus Pirelle novos

* Uma impressora

* Uma máquina de fotocópias da marca Xerox

* Um scanner de mesa

* Aproximadamente 20 cartuchos de impressora HP

* Uma televisão

* Um aparelho de som Aiwa

* Uma máquina de escrever elétrica

* Roupas de cama e banho

* Um aparelho de videoke

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