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Direitos humanos

Rita de Cássia Cornélio
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Comitê pela Cidadania será lançado dia 15

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Com o objetivo de estimular, apoiar, e promover ações pela cidadania e direitos humanos, será lançado em Bauru, no próximo dia 15, às 20h30, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Bauru, o Comitê Bauruense da Cidadania por uma Cultura de Paz. Toda a população está convidada a participar.

O objetivo do comitê é agregar pessoas que possam executar ações em favor de uma sociedade mais justa e democrática. A dirigente regional de Ensino, Ednéa Sita Cucci, acredita que não adianta mais discursos e nem campanhas. "Tem que ter ações concretas e é isso que o comitê se propõe", frisou.

Segundo ela, algumas ações já estão em andamento, como o trabalho de desarmamento e ações relacionadas à educação. "Vamos resgatar os valores das escolas municipais e estaduais. Vamos valorizar a escola pública já que é um direito de todos", disse Edinéa.

Na opinião do professor Clodoaldo M. Cardoso, a cidadania começa individualmente, mas a solução dos problemas ocorre em grupos na sociedade civil. "Nosso objetivo

é fazer com que a sociedade participe das ações, das diretrizes políticas", afirmou.

Entregando armas

A partir do dia 1.º de outubro, a Imprensa estará divulgando a campanha de desarmamento, uma das ações do Comitê da Cidadania por uma Cultura de Paz. No dia 12 outubro, feriado, todas as delegacias estarão abertas para que a população possa entregar, espontaneamente, aquelas armas de fogo que estejam em suas casas.

O comitê entende que o desarmamento é uma ação em função da cidadania para uma cultura de paz.

"A partir de 1.º de outubro, a Polícia Civil estará cadastrando, pelo telefone 147, não tarifado, pessoas que pretendem entregar suas armas", explicou o delegado assistente da seccional, Carlos Abrantes.

A expectativa, segundo o delegado, é que ocorram várias devoluções. "Uma pesquisa que fizemos em nossos arquivos descobrimos que grande parte das armas de fogo está em situação irregular em Bauru", disse. Muitas armas não foram recadastradas e, se a entrega for espontânea, poderá livrar o proprietário de várias complicações, inclusive criminal.

Abrantes ressalta que a polícia tem um trabalho repressivo para recolher as armas que estão mãos dos marginais.

"Para esses casos, a polícia tem um trabalho de repressão, que é a investigação policial, a apreensão da arma e a prisão desse tipo de pessoa", frisou.

O comitê é uma organização civil, pluralista, sem fins lucrativos e sem caráter político-partidário ou religioso e com duração determinada. É formado por pessoas e entidades voluntárias de vários segmentos da comunidade, voltadas para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

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