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Redação
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Sinserm acusa Emdurb de não depositar FGTS

O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) acusa a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) de não estar depositando o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aos seus servidores.

De acordo com o Sinserm, a Emdurb já deve o referente a R$ 1,7 milhão em repasses de FGTS para as contas dos 700 servidores da autarquia. Segundo a sindicalista Idelma Corral, o pagamento não vem sendo efetuado desde 1996.

A denúncia já foi feita à subdelegacia do Ministério do Trabalho de Bauru, que sediou, no último dia 11, uma mesa-redonda com representantes do Sinserm e da Emdurb. Na ocasião, a autarquia esclareceu que apenas estava fazendo os depósitos regulares do FGTS aos empregados que se desligaram da empresa ou que haviam obtido financiamento de imóvel junto à Caixa Econômica Federal (CEF).

Durante a mesa-redonda, a representante do Mistério do Trabalho alertou que a Emdurb tem, a partir daquela data, 120 dias para regularizar sua situação em relação aos repasses do FGTS. O assunto, de acordo com representantes da autarquia, seria levado à diretoria.

No mesmo dia, o Sinserm requisitou fiscalização de fiscais do Ministério do Trabalho para posterior autuação da autarquia. Uma nova rodada de negociações foi marcada para o dia 21, às 15 horas, na sede na subdelegacia do órgão.

Idelma Corral afirma que o sindicato está descontente com o ritmo das negociações junto à Emdurb. "O munícipe está sendo obrigado a pagar tantas multas e, apesar disso, não vemos esse dinheiro sendo repassado mês a mês ao servidor", critica.

Para a sindicalista, a Emdurb precisa priorizar o pagamento do FGTS, que é um direito do trabalhador. "Sabemos das arrecadações feitas pela empresas, mas o repasse não está sendo feito para a conta do trabalhador. Este é um questionamento sério e que precisa ser respondido. Outro ponto é que, até o momento, ainda há muitos cargos de confiança na empresa, o que também é bastante questionável", diz.

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