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Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

Em Confiança

Leonardo de Brito

SOFRÍVEL

Apesar de um erro do árbitro Romildo Corrêa, que marcou um pênalti inexistente para o São Paulo no fim da partida, propiciando seu segundo gol, o Tricolor foi o

"destaque" paulista da rodada do fim de semana da Copa João Havelange. Ao vencer a Portuguesa por 2 a 0, o time do Morumbi pulou do nono para o quinto lugar. Os demais grandes do Estado apenas empataram: Palmeiras com o Sport, Corinthians com o Coritiba e Santos diante do Internacional - esses três jogos ficaram no 1 a 1. Sem o apoio de sua torcida, que não compareceu ao Parque Antártica, o Palmeiras encontrou pela frente um time fortemente armado em seu esquema defensivo, tendo nos contra-ataques sua única opção ofensiva. A campanha do Alviverde é ruim, com 11 pontos em 12 partidas disputadas, permanecendo entre os últimos colocados. No Couto Pereira, Coritiba e Corinthians também não conseguiram espantar a má fase. O Alvinegro completou a sétima partida sem vitória e vai mal na Copa JH, com 12 pontos em 11 partidas. No sábado, o Santos ganhou um ponto precioso, porque foi obtido fora de casa, mas o Inter foi mais time. O Peixe, apesar do grande investimento feito na montagem de uma grande equipe, continua devendo. Ocupa apenas a sexta colocação. Uma campanha sofrível do principal centro futebolístico do País no campeonato da cartolagem, que tem o Fluminense na liderança - pasmen!

- e Guarani na lanterna.

PESADELO JÁ-JÁ

Em 1995, se não me engano, o Flamengo contratou grandes estrelas, formando um ataque com Edmundo, Sávio e Romário, mas o time dos sonhos acabou em time do pesadelo. A história está se repetindo na Copa João Havelange. Domingo, o Rubro-Negro de Edílson, Denílson, Petkovic e outros cobras, levou de 4 a 1 do Bahia, e ocupa o nono lugar. A estrela do jogo na Fonte Nova foi o atacante Jajá, autor de três gols.

SEM COMENTÁRIO

África do Sul 3 x Brasil 1. Se essa derrota fosse para a Eslováquia, por até que dava, com muita indigestão, para engolir. Mas como foi para os sul- africanos, não temos muito o que falar. Só sei que Wanderley Luxemburgo pisou mais na bola dos que os jogadores. O Brasil estava até bem no primeiro tempo, mas no segundo ficou totalmente descontrolado com a besteira que o treinador fez, tirando o atacante Geovanni e colocando o volante Mozart. Aliás, não entendo como Romário é preterido, e um jogador como Mozart entra numa Seleção que vai em busca do seu primeiro ouro olímpico.

RITMO DE TREINO

As esculturais jogadoras da seleção brasileira de vôlei nem chegaram a se despentear na segunda vitória nos Jogos Olímpicos, contra a Austrália. O Brasil venceu por 3 a 0, em ritmo de treino, mesmo placar do jogo contra o Quênia. Mas se as brasileiras tiveram moleza, o mesmo não se pode dizer de russas e cubanas que se enfrentaram também ontem. Num sensacional jogo de cinco sets, Rússia levou a melhor.

ASA NEGRA

A Austrália é mesmo a asa negra do basquete feminino do Brasil. Ontem, as donas da festa venceram a equipe comandada por Barbosa por 81 a 70, ampliando para 12 a série de jogos invictos contra a nossa seleção. No confronto entre os dois países, as australianas levam nítida vantagem com 16 vitórias e apenas três derrotas em 33 anos de disputas.

A GLÓRIA

No judô masculino, medalha de prata para o brasileiro Tiago Camilo, campeão mundial júnior. O italiano levava vantagem nos pontos e faltando um minuto e 38 segundos para o final, definiu o combate em um contragolpe. Para um esporte sofrido como o nosso, prata é a glória.

TRANQUILO

O São Bernardo pode até ser fraco, mas prefiro achar que o Tilibra-Copimax está muito bem. E vou mais além: Guerrinha tem uma equipe mais competitiva do que a do título estadual, que contava com Gema, Maury e Patterson. O time vem crescendo a cada jogo, e quando estiver tinindo, não vai ter para ninguém. A atuação do Tilibra no jogo de domingo foi tranquilo, agradável, e entre os novatos, o que mais gostei foi de César.

ZEBRAS

O máximo que conseguiu na Loteria Esportiva foi 12 pontos, quando milhares acertaram os 13 - isso há uns 25 anos, quando a Loteca estava no auge. Participei até da inauguração do Concurso, o Teste 1, em maio de 1970, só para a imprensa. Depois de longo e tenebroso inverno, fiz uma fézinha neste fim de semana, e voltei a me dar mal. A maior zebra do Concurso 344 foi a derrota do Brasil para a África do Sul. Outro resultado inesperado, foi a derrota do Atlético Paranaense para o Juventude. Errei nos dois resultados, claro. E como foi uma jornada para derrubar até avião, em nosso campeonato amador, o lanterna Icasa, que não havia vencido ninguém

- um ponto ganho em 16 jogos -, goleou o fortíssimo Verona por 7 a 2, para a chateação da galera do Gasparini.

MUMUNHA

De Wanderley Luxemburgo após o vexame de domingo: "A

África do Sul joga um futebol irresponsável com responsabilidade". Ele tem a mania de usar frases que não têm nada a ver com o futebol. Disse certa vez que seu time

(época em que dirigia o Santos) precisava acabar de jogar o futebol burocrático. Estou há décadas e décadas nessa estrada e não sei o que é futebol burocrático. Infelizmente, nessa terra, dão muito valor para quem tem diploma e fala muita abobrinha.

MEMÓRIA

Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de 92: Noroeste 1 x Criciúma 0, em Bauru, gol de Marco Aurélio. Juiz, Getúlio Barbosa. Renda, Cr$ 4.163,00. Público pagante: 2.016. Noroeste: Ronaldo; Marcos (Zé Maria), Campagnollo, Toninho Costa (Monteiro) e Clodoaldo; Evandro, Luís Cláudio e Paulo Leme; Charles, Marco Aurélio e Marquinhos. Criciúma: Alexandre; Sarandi, Vilmar, Wilson e Itá; Paulo da Pinta, Gélson e Grizzo (Everaldo); Vanderlei (Adílson Gomes), Soares e Jairo Lenzi.

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