Geral

Pescaria

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 7 min

Preparando a tralha

Texto: Roberta Mathias

Primeiro passo: escolher o lugar e o tipo de pesca. Definido isso, quais os possíveis peixes a encontrar. Agora é o momento de reorganizar o material e escolher os melhores anzóis, varas, molinetes... enfim, todo o equipamento necessário para uma boa pescaria.

Quando a gente é criança, não é tão difícil lembrar assim, todos os dias que antecedem "aquele passeio" são vividos com muita ansiedade. É um frio na barriga só de pensar que vai viajar. Aí, a criança (antes era você, agora são os filhos, os netos...) quer arrumar tudo; levar tudo; deixar a mala pronta uma semana antes; e, até, aquele monte de coisas desnecessárias.

Isso também acontece quando a criança cresce. Adultos, também encontramos dificuldades em arrumar nosso material de viagem. Se o passeio é direcionado para uma atividade principal (pescaria, mergulho, trilha ou uma festa, por exemplo), tudo é ainda mais específico. Principalmente quando esses momentos são raros, pois com o tempo que passamos trabalhando fica difícil sair para uma pescaria, mesmo que seja no rio mais próximo, com muita freqüência.

Para não faltar nada e aproveitar cada minuto dos preparativos da pescaria, algumas dicas podem facilitar na preparação da bagagem. Escolher com antecedência o lugar onde irá pescar é fundamental. Também é importante ter em mente quem irá com você. Mesmo que a tralha de pesca seja individual, há algumas coisas que são coletivas e podem ser divididas. Reuniões de pescadores são importantes para colocar em pauta todas as necessidades da pescaria e dividir as tarefas. Se a pescaria for em grupo, uma pessoa deve ficar responsável pelo kit de primeiros-socorros.

A lista da pescaria é um item indispensável que sempre pode ser atualizada. Faça também um roteiro da viagem, desde a data e horário da saída, passando por pedágios, mudanças de rodovias (se houver) até a previsão de chegada. A estimativa de gastos pode colaborar com o controle do orçamento.

A tralha de pesca

Se o pescador já sabe para onde vai e quais os peixes que pode encontrar, é interessante que ele se prepare com mais de um jogo de varas e molinetes ou carretilhas. Pelo menos dois jogos são necessários. Além do risco de um equipamento ser danificado, não são raras as histórias de peixes gigantes que levam isca, anzol, linha, vara, molinete e, acreditem, até pescador para dentro do rio. Por isso, não pense que está exagerando ao levar para pescar três ou quatro jogos de varas.

Deve-se lembrar que, normalmente, há uma grande variedade de espécies, o que exige materiais diferentes. Às vezes um equipamento leve, em outros momentos pesado. É bom equilibrar levando, a maioria, aquele que deverá atender

às suas preferências.

Para quem é marinheiro de primeira viagem é importante conversar com outros pescadores mais experientes, principalmente aqueles que já fizeram a mesma pescaria, para não comprar nada desnecessário. Conferir o equipamento pelo menos uma semana antes é fundamental para evitar dor de cabeça depois. É nesse momento que percebe-se que alguns itens estão em falta. Ainda há tempo para providenciar.

Os adeptos das iscas artificiais carregam suas caixas cheias de novidades. Fica difícil para o pescador "deixar" alguma isca de fora. É mais fácil aumentar o número de caixas de pesca. Porém, chega um momento em que isso torna-se impossível e o pescador precisa optar. Faça uma seleção das suas iscas, separe-as por tipo de ação, cor e eficiência e deixe aquelas que

"não dão sorte" em casa. Isso vale também para o pescador de fly, que não resiste em atar novas moscas a cada pescaria.

Além de não esquecer nada, o pescador deve preocupar-se em guardar cada item em seu lugar. Misturar tudo só atrapalha na hora da necessidade. "Onde está o alicate?" ou após cair a escuridão: "Trouxe a lanterna?" Aí pode ser um pouco tarde.

Porém, mais importante que não esquecer nada, é curtir todos os momentos da pescaria. A organização

é necessária? Vamos aproveitar cada minuto de arrumação. Aproveite para pensar nas horas agradáveis que irá passar às margens de rios ou em aventuras no mar. Cuide bem da saúde para aproveitar o passeio. Leve uma máquina fotográfica e muitos filmes. Fotografar é mais importante que filmar, pois a fita você tem dificuldade em levar para todos os lugares, enquanto a foto do troféu você coloca na parede, mostra aos amigos, envia pela Internet, publica no JC.

Ah! E se estiver sol... e mesmo se não estiver, o protetor solar deve acompanhar o pescador em cada momento da pescaria e o repelente também. E boa pescaria!

*************História de pescador **********

O relógio

Existem coisas que acontecem sem a gente esperar, não é mesmo? Em uma das nossas pescarias, que mais parecem bons motivos para jantarmos ou almoçarmos na beira do rio, aconteceu algo engraçado!

Só que para não ser injusto com os amigos, nomearei todos a seguir, vejam só que turma ajeitada: Rogério, Marcelo (Orlando Orfei), Pavanato, Paulo Henrique (Rick), Zelão

(Bugrão), Tio Mário, Sr. Augusto, Sr. Wilson meu pai, e eu, é claro, que não perco uma pescaria quando possível.

Naquela manhã saímos cedo, antes do relógio despertar, pois o Rick já havia acionado todos os telefones, sendo assim o nosso "cuco" oficial.

Chegamos nas Três Pontes, onde o lugar é muito agradável para pescar e ficar curtindo a natureza, que por ali é bela - a propósito, quando forem nos rios ou em suas margens, tragam o lixo de volta, porque o vento quando sopra forte ou quando o rio sobe devido à chuva leva para dentro de si, toda a sujeira que foi deixada lá.

Mas vamos à nossa história. O Rogério estava com um relógio que tinha ganho da empresa onde trabalha, um relógio bonito, porém impróprio para aquele ambiente, sem contar que as piadinhas sobre o relógio novo não paravam, do tipo: "se este relógio tomar sol ele vai derreter, porque é de plástico",

"não pode molhar senão ele pára", enfim, aquela gozação.

Não é que de tanto falar, o relógio caiu dentro d'água, para desespero e desolação do nosso amigo, mas já que estávamos ali, tentamos de toda maneira "pescar" o relógio que havia caído bem perto, só que o lugar era fundo. Após várias tentativas, palpites, opiniões e nada de relógio, o negócio então era pescar. Algum lambari aqui, outra piava ali e por aí foi.

Almoçamos sem que o Rogério se conformasse e continuamos tirando aquele "sarrinho sadio". Voltamos à pescaria, depois daquele tempinho para o descanso.

Quando de repente, ouvimos um grito do Rogério, de onde havia deixado uma vara de espera. Corremos para lá para ver o que estava acontecendo, quando nos deparamos com uma vara

"embodocada" dentro do rio e o pescador suando e mordendo a língua para tirar a bruta de dentro d'água. Digo a bruta pois era uma traíra grande de quase um quilo. Naquele momento, nem se pensava mais no relógio perdido ou em qualquer outra coisa, a não ser naquele belo espécime.

Com cuidado para não arrebentar a linha, que já estava toda "triscada", puxou o peixão para fora d'água, como se tivesse achado seu relógio devido

à alegria.

Viemos embora no escurecer, após aquele dia de pesca agradável. Alguns dos amigos não quiseram os peixes, alguns sim, e dentre esses pescadores, o Zelão quis alguns e dentre os quais a traíra, que o Rogério tinha fisgado. Quando foi limpar os peixes na sua casa, adivinhem o que ele encontrou dentro da barriga da traíra???

O de sempre, barrigada, minhoca, meio lambari, etc. Pensavam que estaria o relógio do Rogério, né?? Que nada, este ficou por lá mesmo, nunca mais!!!

Fernando Alvarez e amigos - "Ao amigo Rogério, que Deus o abençoe em sua nova empreitada e que possamos logo, juntos, pescar novamente".

**********Troféu Pescador **************

O José Roberto da Silva Júnior (Zé do Banjo), 14 anos, fisgou este belo pacu de 2,5 quilos e 42 cm, no rio Tietê, na região de Iacanga. O curioso é que ele pescou na linhada de mão, no dia 29 de janeiro. O pescador estava acompanhado de Fátima, Laércio (Lala), Marcos (Ranho) e Fernando (Janta). O peixe deu trabalho porque a linhada era de linha 0,30 e o anzol de lambari. "Infelizmente o peixe não pôde ser devolvido à água, porque no dia tinha muitas piranhas e ele já estava machucado", explicou Zé do Banjo.

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