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Infertilidade

Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Aliada no tratamento da infertilidade

A Medicina Ortomolecular tem se mostrado bastante eficaz no tratamento de doenças em que as causas não são bem definidas. De acordo com o ginecologista Dirceu Mendes Pereira, a infertilidade conjugal é um dos principais exemplos. Segundo ele, em cerca de 15% dos casais que chegam ao consultório médico, os exames não detectam qualquer disfunção ou anomalia orgânica.

"Na infertilidade masculina, especificamente, não encontramos qualquer causa de desajuste em 50% dos pacientes. Nós acreditamos que o problema esteja no próprio ecossistema, como o estresse e a má alimentação. A Medicina Ortomolecular mostra-se uma abordagem muito benéfica para eles, reequilibrando o organismo. Isso resulta em taxas melhores de gravidez e menores índices de abortamento", comenta o médico.

Outro exemplo citado por Pereira é a endometriose, "uma doença enigmática, que ninguém sabe a causa. No último congresso, em Londres, em março (deste ano), falou-se que a doença tem uma etiologia psico-neuro-endocrino-imunometabólica, quer dizer, envolve praticamente o todo. Sem dúvida, a paciente tem um desajuste. A Ortomolecular pode melhorar esse sistema enzimático, melhorar o estado nutricional, e, dessa forma, minimizar os efeitos da doença", ressalta.

O especialista também tem usado a terapia antioxidante como coadjuvante da Terapia de Reposição Hormonal para pacientes que entram no climatério (menopausa). Além da reposição de vitaminas e minerais, as pacientes têm usado os fitormônios- hormônios extraídos de produtos naturais, como a soja, o inhame mexicano e o ginseng, só para citar alguns. "O Japão é o país com menor índice de câncer de mama e tem baixíssimos

índices de câncer de próstata e cólon

(intestino). Observações populacionais mostram que

é por causa da alimentação, feita basicamente com soja. Por isso, a utilização de fitormônios

é uma opção bem interessante."

Até a Tensão Pré-Menstrual (TPM), que ganhou o status de "drama da mulher moderna", vem obtendo excelentes resultados com a terapêutica ortomolecular. Segundo o especialista, depois das correções e reposições alimentares, a paciente recebe uma suplementação de ácidos graxos, encontrados, por exemplo, no óleo de semente de linhaça e que reduz a contratura muscular, com conseqüente alívio para as cólicas.

Complicações diabéticas são minimizadas pela terapêutica

Uma das principais preocupações de médicos e pacientes no tratamento do diabetes é evitar suas complicações. A dificuldade de metabolizar os açúcares do sangue causa uma sobrecarga a vários órgãos, podendo, a médio prazo, levar o portador a distúrbios como a cegueira ou a insuficiência renal, por exemplo.

A Medicina Ortomolecular, ao garantir o equilíbrio do organismo, tem sido uma excelente opção como terapêutica coadjuvante no tratamento da doença.

"Mas ela só tem utilidade quando o paciente se compromete a fazer um controle rigoroso da glicemia, que é o fator mais importante no tratamento do diabetes", afirma o especialista em terapia intensiva Wagner Fiori.

De acordo com ele, que é também especialista em clínica médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, a retinopatia diabética é uma das complicações mais importantes e pode resultar na cegueira do paciente. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam, inclusive, que o diabetes é a principal causa de cegueira em todo o mundo.

Logo atrás vêm as nefropatias, que tendem a evoluir para a insuficiência renal crônica, condenando o diabético a sofridas sessões de hemodiálise e colocando-o na longa fila de espera por um doador para transplante. Isso fora as neuropatias, as vasculopatias, todas associadas à hiperglicemia sustentada, quer dizer, aos níveis de glicemia que permanecem altos por várias horas no dia.

"A Medicina Ortomolecular pode auxiliar na reposição de substâncias antioxidantes, como as vitaminas A, C, E, e outras substâncias que nós sabemos que o diabético tem dificuldades em absorver, como o zinco e a vitamina B2, auxiliando no equilíbrio metabólico", conclui.

Mapeamento cerebral permite avaliação de resultados

Observar alterações que se processam no paciente após o uso de vitaminas e outras substâncias antioxidantes ajuda o médico a determinar dosagens.

A taxa mínima necessária de cada vitamina, enzima e mineral para a saúde humana já é conhecida dos especialistas há muito tempo. Porém, um dos grandes desafios da Medicina Ortomolecular ainda é determinar as doses mais eficazes dessas substâncias para melhorar o metabolismo orgânico. Mas alguns exames que vêm sendo utilizados já permitem uma avaliação mais precisa dos resultados terapêuticos.

É o caso do mapeamento cerebral dinâmico, que foi debatido pelo neuropsiquiatra Klaus Dillner durante o evento Medicina Ortomolecular 2000, em São Paulo.

"O equipamento funciona como um eletroencefalograma computadorizado, que permite estudar os processos de funcionamento do cérebro humano, indicando se a atividade cerebral está ocorrendo dentro dos padrões de normalidade ou não. Ele serve tanto para o diagnóstico de alterações psiquiátricas e neurológicas, como para testes de medicação", explica.

Segundo ele, o procedimento que vem sendo adotado é submeter o paciente ao mapeamento cerebral para o diagnóstico e avaliação das condições iniciais . Com estes resultados, o médico determina qual a terapêutica a ser adotada. Posteriormente, o paciente é encaminhado a um novo mapeamento, que mostrará os resultados dessa terapêutica, orientando o médico quanto à manutenção ou redução de dosagens medicamentosas ou outras alternativas.

Dillner, que também atua com base na Medicina Ortomolecular, afirma que o mapeamento facilita o controle do equilíbrio de vitaminas, minerais e antioxidantes. "Com a vantagem da precisão dos resultados", afirma.

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