Covas entrega viaturas em Fernão
As 472 viaturas entregues fazem parte de um lote de três mil veículos que visam equipar a frota da Segurança Pública
O governador Mário Covas (PSDB), esteve na tarde de anteontem na cidade de Fernão Dias (ex-distrito de Gália) para entregar viaturas às polícias Civil e Militar. Em visita também às cidades de Conchal e Boa Esperança do Sul, Mário Covas entregou 472 viaturas às polícias Civil e Militar, contemplando 150 municípios. Os veículos, entre automóveis e motos, integram um lote de três mil que visa reequipar e modernizar a Segurança Pública
- nesta próxima semana, o governador deverá estar em Piratininga para a entrega de veículos que contemplarão a região de Bauru. Cerca de R$ 343 milhões já foram aplicados no setor desde 1995. Ao todo, o governo do Estado está completando a entrega de 11 mil veículos. Coletes
à prova de bala, revólveres calibre 38, pistolas, algemas, cacetetes e outros equipamentos também foram adquiridos para municiar as corporações.
O governador foi questionado sobre a conclusão do Hospital Regional de Bauru, cujas obras estão há mais de cinco anos paralisadas. Ao comentar o assunto, o chefe do Estado foi bem menos enfático que o deputado e presidente estadual do PSDB, Édson Aparecido, que esta semana garantiu a conclusão do hospital durante discurso de apoio ao candidato a prefeito Pedro Tobias (PDT).
Covas não entrou no mérito sobre o compromisso de seu governo terminar a obra, mas foi incisivo em dizer que não há prazo ou planos traçados para a retomada da obra.
"Enquanto não encerrarmos aqueles esqueletos que foram deixados no meio do caminho, não dá para falar nada em relação ao hospital de Bauru. No momento, ele não está na lista do governo. Depois que terminarmos os três que estamos fazendo, vamos pensar no de Bauru, no de Mococa, no de Mogi das Cruzes e em outros que estão na mesma situação", disse. Depois de ter amenizado a declaração de Édson Aparecido em relação ao hospital, Covas confirmou o apoio dado a Pedro Tobias em seu nome. "Os candidatos que têm o apoio do PSDB têm o meu também", declarou, desconversando sobre a possibilidade de aproximação política entre tucanos e pedetistas, que até então vinham como independentes e até oposicionistas na Assembléia.
As respostas do governador sobre a reivindicada duplicação da rodovia comandante João Ribeiro de Barros também não foram muito animadoras. Em sua última visita
à região de Garça, Covas teria anunciado que passaria a estudar a duplicação a partir de julho deste ano, mas, ao que tudo indica, a intenção foi adiada. "Não tem nada de duplicação para a Bauru-Marília, mesmo porque as obras para este ano já estão todas programadas ou em curso. Não dá para incluir mais nada", disparou, manejando a cabeça num gestual "talvez" sobre a possibilidade de o tal estudo entrar na pauta em 2001.
Cobrado a falar mais sobre a duplicação enquanto prioridade de governo, Covas disse que "nunca se teve estradas tão boas como agora". "Não dá para falar em Bauru-Marília porque o governo está trabalhando em outras estradas. Não é possível fazer tudo. Qual obra vocês sugerem que eu pare para fazer a duplicação?", questionou aos repórteres.
Antes de encerrar a conversa com os jornalistas, o governador ainda mandou um recado aos prefeitos que serão eleitos no próximo domingo: "Eles podem contar com a gente na tentativa de obter recursos, mas cada um tem que resolver e dimensionar seus próprios problemas. Acho que a primeira regra que todos devem seguir é gastar apenas o que o povo quer pagar de imposto".
Vicinal em Fernão
Em Fernão Dias, também foi inaugurada a pavimentação da estrada vicinal que liga o município à SP-294
(comandante João Ribeiro de Barros), numa extensão de 9.370 metros, incluindo dispositivo de segurança em nível (rotatória). A obra, que foi conduzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), teve início em setembro do ano passado e consumiu um investimento próximo a R$ 900 mil. Para Fernão, a pavimentação da vicinal representa melhoria nas condições de tráfego e, principalmente, facilidade no escoamento da produção agrícola do pequeno município.