Geral

Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

Em Confiança

Leonardo de Brito

BOA, VERDÃO

Fluminense e Palmeiras fizeram um jogo de muita marcação e razoável qualidade técnica. A equipe carioca buscava continuar nas primeiras colocações na Copa João Havelange, enquanto o Verdão procurava recuperar-se na competição, já que fazia uma campanha ruim. Mas ontem, no Maracanã, aos poucos, o Palmeiras foi tomando as rédeas da partida, ficando mais perto do primeiro gol e não deu outra: aos 36 minutos, Arce cruzou com perfeição da direita, Basílio subiu entre a defesa do Fluminense e cabeceou no cantinho direito de Murilo, sem defesa, fazendo o gol solitário da partida. Boa e justa vitória do Alviverde, que com um time sem estrelas, vem se entrosando e ganhando confiança cada vez mais. Durante todo o segundo tempo, as duas equipes criaram poucos lances de gol. Melhor para o Verdão, que conseguiu garantir o resultado positivo. O Flu não teve forças para chegar ao empate e acabou recebendo vaias.

BOA ESTRÉIA

Depois de nove jogos sem vitórias o Corinthians fez as pazes com sua torcida ao vencer a Ponte Preta por 1 a 0, gol marcado pelo estreante Müller. O Alvinegro chegou aos 15 pontos em 12 partidas e deixou as últimas posições da Copa João Havelange. Com mais volume de jogo mas dando sinais claros de desentrosamento, o novo time do Corinthian apresentou um futebol ofensivo porém pouco criativo.

BEM SITUADO

O São Paulo obteve a sua primeira vitória fora de casa na Copa João Havelange, ao derrotar o Gama por 3 a 1. Foi também a primeira vez que o Tricolor paulista conseguiu superar este adversário em competições nacionais. Com a boa vitória de ontem em Brasília, o São Paulo ficou em excelentes condições na Copa JH, ao chegar aos 22 pontos, só em 11 jogos.

DIA DA FERRARI

A volta da Fórmula 1 aos Estados Unidos parece ter feito bem a Michael Schumacher, vencedor do Grande Prêmio de Indianápolis. Aliás, fez bem a Ferrari, já que a equipe italiana conseguiu uma dobradinha, com Rubens Barrichello chegando em segundo lugar. E assim, a Ferrari lidera de forma isolada o Mundial de Construtores. A vitória do piloto alemão - e o bom desempenho de Rubinho - contrasta com o fracasso da McLaren, que viu o finlandês Mika Hakkinen abandonar na 26ª volta, e teve que se conformar com o quinto lugar para o britânico David Coulthard.

"DOR AGRADÁVEL"

A Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile não esperava que a Seleção do país fosse tão longe nas Olimpíadas de Sydney. Dessa forma, se a classificação para as semifinais é vista pelos torcedores como a possibilidade de conquista de uma medalha, para a Associação, o sucesso de seus jogadores tornou-se um problema, pois a entidade terá que arrumar dinheiro para pagar as despesas da delegação em terras australianas. Quando o Chile fez o planejamento financeiro, achava que não passaria das quartas de final. Agora vai ter que arrumar dinheiro para pagar as despesas. Caso a Seleção Chilena decida o título olímpico, os gastos com a competição poderão chegar a US$ 1 milhão

(aproximadamente R$ 1,8 milhões), fato que está tirando o sono dos cartolas. Isso é o que podemos chamar de "agradável dor de cabeça".

DIPLOMÁTICO

Sem ter conseguido realizar o desejo de disputar a Olimpíada, Romário evitou dar declarações que pudessem causar polêmica, ao falar sobre a eliminação da Seleção Brasileira no jogo contra Camarões. No entanto, o atacante não deixou de fazer uma crítica velada, ao dizer que o Brasil não apresentou um futebol digno de sua tradição, ainda na primeira fase. "Contra Camarões, venceu o time de mais motivação", disse o jogador, sem citar o nome de Wanderley Luxemburgo, o principal responsável pelo fracasso brasileiro nos Jogos de Sydney.

PARREIRA

Comentei ontem sobre o boato em torno da volta de Carlos Alberto Parreira ao comando da Seleção Brasileira. O atual técnico do Atlético Mineiro, até por uma questão de ética, não fala abertamente, mas deixa transparecer em suas declarações que aceitaria voltar a dirigir a equipe nacional. Às vezes, procurando palavras para não magoar Wanderley Luxemburgo, o treinador tetracampeão do mundo afirmou na manhã de ontem, em entrevista à Rádio Jovem Pan, que deixou bom ambiente na CBF e que saiu da Seleção após a conquista do Mundial, dos Estados Unidos, em 1994, "por vontade própria". Eu continuo achando que Luiz Felipe Scolari é o melhor. Felipão é um tanto grosseiro, mas é coerente, e sem dúvida, o mais competente técnico do futebol brasileiro no momento.

CLIMA QUENTE

Assim como o futebol masculino, a seleção brasileira de basquete feminino não está bem. Se classificou para a próxima fase, mas três derrotas seguidas - Austrália, França e Canadá - é coisa ruim, no mínimo preocupante. A de ontem, para as canadenses, não estava no programa. Após a partida, Antônio Carlos Barbosa ordenou que as jogadoras, sem dar entrevistas, fossem direto para o vestiário, onde, segundo ele, houve uma conversa "séria e dura". O ambiente no grupo deve estar carregando.

CAMINHO LIVRE

O Brasil terá na Alemanha um adversário acessível, enquanto Cuba enfrentará a lança-mísseis croata Barbara Jelic, nesta terça-feira, pelo torneio de vôlei feminino dos Jogos de Sydney. As quartas-de-final terão ainda as partidas entre Estados Unidos e Coréia do Sul e Rússia x China. O time da Alemanha, o convidado surpresa da fase final, obteve a classificação ontem, após derrotar a favorita Itália por 3 a 1. No entanto, as alemãs, mesmo com o moral elevado após a vitória sobre as italianas, não devem representar um obstáculo para a equipe brasileira, que é mais sólida e na primeira fase só perdeu um set em cinco partidas. Cuba, que segue em busca de seu terceiro título olímpico, deverá ter algum trabalho contra a Croácia, onde se destaca a capitã Barbara Jelic, que pode dar muita dor de cabeça as caribenhas. Na jornada de amanhã, o Brasil aproveitará o caminho livre para ingressar nas semifinais.

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