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Obesidade

Redação
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Adolescente obeso vira problema de saúde pública, aponta pesquisa da Unesp

A obesidade está aumentando entre os jovens. Esta é a constatação de uma pesquisa realizada pela docente Tamara Ledere Goldberg, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Botucatu.

Ela é autora da pesquisa "Prevalência de sobrepeso e obesos em ambulatório de adolescentes: emprego de dois indicadores nutricionais", realizada no Ambulatório de Adolescentes, ligado ao Departamento de Pediatria da FM, que trata de adolescentes com idades entre 10 e 20 incompletos, com os mais variados problemas relacionados à saúde.

Como os adolescentes matriculam-se no ambulatório por outras causas, menos para tratar de obesidade, esse problema e o de sobrepeso chamou a

atenção da professora, a ponto de levá-la

à pesquisa.

"Pretendi avaliar o estado nutricional desses jovens para alertá-los sobre os riscos dessa doença, pois aproximadamente 80% das crianças e dos adolescentes obesos se transformarão em adultos obesos", diz a professora Tamara.

Tanto a obesidade como o sobrepeso são fatores de risco para o aumento da morbi-mortalidade por doenças cardio-vasculares, diabetes, hipertensão, entre outras relacionadas ao aumento de peso corporal.

O trabalho foi realizado com a colaboração de alunos da graduação em medicina e do professor Paulo Curi

(análise estatística) e consistiu na análise de 469 prontuários, no momento da primeira consulta, entre 1988 e 1996.

Os adolescentes estudados foram divididos em dois grupos: o primeiro, com 211 jovens inscritos de 1988 a 1992, sendo 108 do sexo feminino e 103 do sexo masculino. O segundo, com 258 adolescentes que procuraram o ambulatório no período de 1993 a 1996, sendo 151 do sexo feminino e 107, masculino.

Para avaliar o estado nutricional dos pacientes, foram utilizados dois critérios: o de Índice de Massa Corporal (IMC) e o da Relação Peso para Estatura.

O resultado do trabalho evidenciou que, do total dos 469 adolescentes, 33,68% são obesos ou têm sobrepeso. Comparando os dois períodos analisados, verificou-se um aumento da população jovem de ambos os sexos com problema de obesidade, segundo informou a assessoria de imprensa da Unesp.

"Considerando que o ambulatório de adolescentes da FM não é voltado apenas para o acompanhamento das alterações nutricionais, mas é um local onde o adolescente é atendido de forma integral, com ênfase nas mudanças próprias desta fase da vida, o resultado desta pesquisa evidencia desvios nutricionais que está acometendo esta população", enfatiza Tamara.

O problema, no entanto, não os preocupa como queixa principal na consulta, tampouco aos provedores de saúde que os encaminharam ao ambulatório. Para avaliar o estado nutricional pelo IMC, divide-se o peso (em quilos) pela altura ao quadrado (em metros). É importante observar que os valores de IMC utilizados para adultos são diferentes dos utilizados para adolescentes.

"Embora cada indicador aponte resultados diversos, a utilização deles serve como um alerta para o diagnóstico de sobrepeso e obesidade, evidenciando que, nos anos estudados, as alterações nutricionais apresentaram um aumento significativo", enfatiza a pesquisadora Tamara.

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