Provedores locais esperam habilitação para o Speedy
Texto: Eva Rodrigues
Apenas os provedores UOL e Terra estão habilitados com a estrutura necessária para oferecer o Speedy a usuários
Há pouco mais de uma semana o Speedy - serviço de acesso à Internet via banda larga da Telefônica - foi lançado em Bauru e uma polêmica já ronda por aqui: os provedores locais vêm tentando sem sucesso a aquisição junto à Telefônica do Speedy link - estrutura necessária para que passem a oferecer o sistema a seus usuários.
Pelo menos três provedores da cidade - Technoland, Travelnet e Adaptanet - estão reclamando da indiferença da Telefonica frente ao interesse manifesto em estar prontos para oferecer o Speedy a seus usuários. Na Travelnet, o gerente de desenvolvimento Valter Leite disse que os contatos começaram há aproximadamente dois meses e a informação obtida junto à Telefonica na época foi de que não havia ainda data prevista para a chegada do Speedy por aqui. "Mas a gente começou a perceber na cidade uma movimentação para colocação de anel ótico e além disso eu, como tinha feito um cadastro no site do Speedy, recebi um telefonema da Telefonica dizendo que o serviço estava disponível", contou.
Diante das evidências novos contatos foram feitos: "Aí a resposta foi de que ainda não há uma política comercial disponível. Mas se existe uma política para o UOL e o Terra, já habilitados para o Speedy, por que não há uma política para os demais provedores?", questiona Leite. O último contato foi na quarta-feira (dia 20), quando o Jornal da Cidade publicou matéria sobre o lançamento do Speedy em Bauru e região na qual o superintendente de Marketing da Telefônica informou que a empresa já estaria estabelecendo contato com os provedores locais. "Com a matéria na mão ligamos novamente e disseram que no mês de outubro haverá uma definição da política comercial, mas que realmente a instalação do Speedy link não tem previsão", concluiu Leite.
Na Technoland a história não é muito diferente
- "Telefonamos várias vezes e não conseguimos nada. A última vez foi na quinta-feira passada quando a Telefônica afirmou que o Speedy link estará disponível no final de outubro", explicou a gerente administrativa Angela Valéria Panichi Modolo. Ela acredita estar sendo vítima da "máfia dos grandes. Nós temos que fazer de tudo pra ir sobrevivendo e eu não acho justo o que estão fazendo, mesmo porque nada é de graça, nós pagamos muito bem pelos serviços da Telefonica".
Falta de esclarecimento
O sócio-proprietário da Adaptanet, Airton Caetano, também está na fila de espera do Speedy e não entende a indiferença da Telefonica com relação ao pedido dos provedores. Ele também questiona o preço
(R$ 40,00) que está sendo cobrado tanto pelo UOL como pelo Terra para a assinatura do Speedy. "É muito barato esse preço cobrado dos usuários frente ao preço que o provedor deve pagar à Telefonica. Fica no ar uma impressão de que possa estar ocorrendo dumping (quando a empresa banca o preço de um produto para ganhar clientes) ou então de que não esteja havendo isonomia, mas uma relação de privilégios com esses provedores."
Análise dos pedidos
Depois de vários contatos, a assessoria de imprensa da Telefonica, em São Paulo, comunicou que recebeu diversos pedidos de provedores locais interessados em oferecer o serviço na região e já está analisando as condições técnicas necessárias para que estas empresas possam comercializar o acesso em banda larga pelo Speedy. Mas não estabeleceu data para que isso aconteça.
De qualquer maneira, mesmo que possam contar com o serviço os provedores locais ficam em desvantagem. É que a espera pela chegada do serviço pode fazer com que usuários desses provedores migrem para o UOL ou Terra que já oferecem a opção em banda larga.
Para os provedores que ainda não conseguiram entrar em contato com a Telefonica, a sugestão é procurar o gerente de contas - geralmente a empresa já tem um gerente de contas na Telefonica - ou ligar para o número 0800-151500
(exclusivo para empresas).