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Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Entrelinha

Clamor das ruas I

A campanha eleitoral vai chegando ao fim e provando muitas coisas, além de revelar outro tanto. Uma das conclusões a que se pode chegar, verificando-se os números e os comentários nas ruas e cafés, é a de que o pleito em dois turnos

é uma necessidade, porque mais do que mostrar o potencial de Bauru, trata-se de um imperativo democrático.

Clamor das ruas II

O futuro prefeito, pelo que se observa, não terá uma ampla maioria de votos. O eleitor parece estar bem dividido nesta reta final, reforçando a tese da validade do segundo turno, quando a cidade poderia escolher entre os dois mais votados, aí sim, com maioria acima de 50% dos votos. Porém, não há que se chorar o leite derramado. De qualquer forma, há opções variadas neste 1º turno.

Bem-comportado

Como já era esperado, os programas eleitorais dos candidatos a prefeito de Bauru, ontem à tarde e à noite, foram bem comportados e emotivos. Entre mortos e feridos, no rádio e na TV, salvaram-se todos de ataques mais desleais, de cunho pessoal e familiar, apesar das ameaças e de algumas insinuações sem a menor criatividade.

Campanha vazia

No geral, os programas foram uma lástima do ponto de vista político. Tecnicamente, até que ficaram em um padrão de boa qualidade. Porém, esta foi uma campanha carente de propostas, de idéias. E não foi só no rádio e na TV. Nos debates e nos comícios também. Atire a primeira pedra aquele que se lembrar de uma (uma só) idéia diferente do lugar-comum dos discursos que apenas agradam aos ouvidos dos eleitores.

Disputa acirrada

A série compromisso de campanha, veiculada semanalmente pelo JC, foi concebida como uma tentativa de se tirar algo de novo das cartolas dos políticos, mas a preocupação maior foi sempre marqueteira, talvez pelo visível acirramento da disputa, uma das mais difíceis da história política local. Ainda assim, isso não justifica a falta de autenticidade de posturas e timidez das propostas de governo.

"Geopolítica"

A correlação de forças da política local muda a partir de agora. Para se desenhar a nova "geopolítica" de Bauru será preciso aguardar o que vão dizer as urnas, mas já é possível algumas conjecturas, que faremos no início da próxima semana, quando o novo prefeito já for de conhecimento geral. A partir de segunda-feira, os olhos dos estrategistas já vão estar voltados para as eleições de 2002.

Salário antecipado?

Ontem surgiu a informação de que o prefeito Nilson Costa vai liberar os salários do funcionalismo amanhã, dia 29, com antecedência de um dia. Se o fato se confirmar, ganha um doce quem adivinhar o porquê de tamanho zelo com a antecipação do crédito salarial aos 6 mil servidores e seus cerca de 10 mil dependentes diretos e indiretos.

A tribuna do leitor

Um aviso importante aos leitores e frequentadores de "A tribuna do leitor": nesta reta final de campanha, o JC sente-se ética, técnica e moralmente impedido de veicular cartas de enaltecimento ou ataques a candidatos a prefeito ou vereador. Nos últimos dias, correspondências com esse conteúdo têm chegado em profusão. Não daria para abrigar a todas sem que houvesse prejuízo a pessoas criticadas ou sem acesso a esse democrático espaço, na véspera da eleição.

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