Crea vai analisar estrutura do Joaquim Guilherme
Texto: Josefa Cunha
O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) vai avaliar as condições físicas e estruturais do núcleo habitacional Joaquim Guilherme, que, apesar de recém-inaugurado - dezembro do ano passado -, vem sendo alvo de diversas reclamações por parte dos seus moradores. A iniciativa decorre de uma denúncia apresentada pelo vereador Rogério Medina (PTB), a qual levanta várias suspeitas de irregularidades na obra.
O gerente do órgão em Bauru, Luiz Bombonato Filho, informou que já tem em mãos toda a documentação relativa ao núcleo e que, por ora, aguarda a manifestação da SAT Engenharia e da Companhia de Habitação Popular
(Cohab), responsáveis pelo empreendimento, para iniciar as análises. Ambas foram notificadas em setembro e têm somente mais esta semana para apresentar esclarecimentos quanto
às acusações que lhes foram imputadas. Depois de confrontar todos os dados obtidos e verificar in loco as condições do núcleo, a entidade deverá expedir um laudo com suas conclusões.
As suspeitas de irregularidades são várias, começando pela construção das fundações (radier). O asfalto feito no local seria menos espesso do que deveria, da mesma forma que a quantidade de galerias pluviais seria insuficiente para o perfeito escoamento das águas. Há dúvidas também quanto à necessidade de construção de muros de arrimo, uma vez que diversas moradias já estariam sofrendo rachaduras, apesar do pouco tempo de existência.
Os questionamentos feitos pelo vereador são praticamente os mesmos dos moradores, que recentemente fizeram um abaixo-assinado listando os problemas do núcleo. Nele, eles reivindicavam ampliação da rede de galerias, colocação de grades nas bocas-de-lobo, construção de alguns muros de arrimo e recálculo das prestações do asfalto, sendo que este último parece já ter sido feito em acordo com a construtora. Em ocasião anterior, a SAT garantiu que as reclamações do vereador e mutuários são improcedentes. "Da nossa parte, cumprimos tudo o que assumimos em contrato, respeitando todas as normas técnicas. Se alguém tem questionamentos a fazer, que o faça diretamente à Prefeitura", sugeriu à época, Arthur José Costa Sampaio, diretor da SAT.
O Crea iniciará o trabalho de averiguação tão logo receber os esclarecimentos requesitados, mas não há prazo limite para seu término. A entidade lançará mão dos profissionais qualificados que agrega para elaborar o laudo.