Geral

Morte na escola

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Menor diz que disparo foi acidental

Texto: Tânia Fonseca

Enquanto a polícia de Pederneiras apura se o tiro que matou o aluno na escola foi acidental ou não, o suspeito fica recolhido

O estudante W.H.G., 17 anos procurou a delegacia de polícia anteontem à tarde, acompanhado de sua mãe, para dar sua versão sobre o tiro que causou a morte do também estudante José Carlos Herrera Júnior, 14 anos, na noite da última segunda-feira. Em depoimento ao delegado, o menor afirmou que o disparo foi acidental.

Herrera Júnior morreu após ser baleado no abdômen, dentro do banheiro da escola onde estudava, a "Comendador João Chamas", O disparo aconteceu por volta das 20h30, e o menor foi levado ainda com vida para o hospital, onde morreu pouco tempo depois.

Momentos após o disparo W.H.G. ainda falou com a polícia mas desapareceu em seguida, só voltando a procurar o delegado na tarde de anteontem. O delegado Eduardo Samuel Sganzela, que está apurando o caso, disse ontem que uma peça fundamental na investigação será o laudo necroscópico, que deve ser concluído ainda nesta semana. O exame deve apontar entre outras coisas, se o disparo foi à queima-roupa

(bem de perto) ou não. Se foi, estará sugerindo dúvidas sobre a afirmação de W.H.G., que a disse ao delegado que a arma estava a uma distância aproximada de um metro e meio da vítima, quando do disparo.

Uma hipótese não descartada pela polícia

é a possibilidade de um desentendimento entre os dois o que poderia ter motivado o disparo.

No depoimento à polícia W.H.G., disse que no momento do disparo, apenas os dois estavam no banheiro. Seria o intervalo das aulas. O adolescente disse ainda que a arma, um revólver, da marca Rossi, calibre 38, foi encontrado por ele, antes do início das aulas, em um terreno nas proximidades da escola. Movido pela curiosidade, ele teria pensado em mostrar o revólver a amigos. A arma teria sido, então, apresentada a dois colegas, antes do disparo. Essa informação também está sendo checada pela polícia.

O menor contou ao delegado que depois de achar, colocou o revólver na cintura e foi para a sala de aula. No intervalo, no banheiro da escola, Herrera Júnior teria pedido para ver a arma, no que teria sido atendido. W.H.G. disse que urinava quando Herrera devolveu o revolver e o pegou com a mão esquerda. Foi quando teria ocorrido o disparo e ele saiu em busca de socorro.

Recolhido

Após ser ouvido na delegacia, na tarde de anteontem, o menor W.H.G. foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude e na sequência foi recolhido a um local seguro, que não é na cadeia, segundo o delegado. Ele deve ficar recolhido até que a polícia avance nas investigações e conclua se o disparo foi acidental ou houve a intenção.

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