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Patrícia Zamboni
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Trabalhadores da ECT decidem campanha no dia 9

Texto: Patrícia Zamboni

No próximo dia 9, uma assembléia nacional vai definir os rumos da campanha salarial da categoria. Trabalhadores ameaçam greve

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

(ECT) vão decidir, no próximo dia 9, o impasse em relação à campanha salarial 2000 da categoria. De acordo com Reinaldo de Jesus, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores de São Paulo, se a contraproposta apresentada

à empresa não for aceita - o que será decidido durante assembléia no dia 9 -, os funcionários dos Correios irão interromper as atividades em todo o País, incluindo Bauru, a partir do dia 10 de outubro.

De acordo com Jesus, durante uma assembléia realizada no

último dia 26 a categoria autorizou o Comando Nacional de Mobilização e Negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) a apresentar uma contraproposta à ECT, já que a pauta inicial de reivindicações dos trabalhadores foi recusada pela empresa. Na próxima segunda-feira, a ECT terá que se manifestar em relação a essa contraproposta.

"Quando foi realizada a audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, foi estipulado um prazo para sairmos desse impasse. Se não houver entendimento entre as partes, será marcado o julgamento e, aí, quem vai decidir a situação será o TST. Por isso, está marcada nova assembléia de negociações para o dia 9. Se a ECT não aceitar nossa contraproposta, os trabalhadores vão entrar em greve em todo o País", diz Reinaldo de Jesus.

De acordo com ele, os trabalhadores não vão abrir mão dessa contraproposta, que já estaria bastante reduzida em relação à pauta incial de reivindicações da categoria. Segundo Jesus, o maior impasse é em relação ao índice de reposição salarial. Os trabalhadores pedem, pelo menos, 8,2% de reposição, referente

às perdas salariais provocadas pela inflação no último ano. "A empresa só ofereceu 2% de reposição até agora e isso é absurdo. Já reduzimos demais a nossa proposta inicial", diz Jesus.

A categoria também reivindica cesta básica, piso salarial de R$ 348,00, abono igual para todos os trabalhadores, liberdade de organização e de atuação sindical contra desmandos e abusos das chefias e da direção da empresa, estabilidade no emprego, entre outros pontos.

A afirmação que chegou a ser feita pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Bauru, Francisco Theodoro de Souza Netto (Chico), de que Bauru não participaria de nenhum movimento grevista, foi desmentida pelo comando da Fentect. Em uma publicação interna da Federação consta que o acordo coletivo é válido para toda a categoria, que as negociações com a ECT são feitas pela Fentect e que, sozinho, Chico não pode assinar nenhum tipo de acordo.

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