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Compra de votos

Redação
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Paquito deve apresentar defesa em processo de compra de votos

A Justiça Eleitoral solicitou ao candidato eleito Osvaldo Paquito da Silva (PFL) que apresente defesa em um processo sobre compra de votos. O pefelista é acusado de ter trocado votos por camisetas de time, chuteiras e medalhas.

A denúncia foi apresentada à Justiça Eleitoral, na última terça-feira, pelo promotor eleitoral José Carlos Carneiro de Oliveira, após declarações feitas por dois ex-cabos eleitorais de Paquito.

Até ontem à tarde, o vereador eleito não havia sido notificado pela Justiça Eleitoral. Por essa razão, Paquito disse não ter constituído advogado. No entanto, o pefelista já começou a juntar documentos que, segundo ele, provariam a sua inocência.

"Estou tranqüilo. Isto é intriga da oposição", garante.

Paquito atribui a acusação a dois ex-cabos eleitorais que compraram camisetas para um time de futebol do Jardim Ferraz e, sem sua permissão, teriam impresso seu nome e número nas peças utilizando o cheque de uma terceira pessoa, que depois foi cobrá-lo.

"Se são quem estou pensando, essas duas pessoas, o Valdecir e o Tião, não têm credibilidade para me acusar. Já levantei a ficha dos dois. Eles são estelionatários, que estiveram comigo no início da campanha e deram muito trabalho, só tumultuaram a minha vida. Depois que mandei-os embora, eles ficaram com bronca de mim e estão me acusando", afirma.

Paquito conta ter deduzido que a acusação teria vindo de Tião e Valdecir depois de ler e ouvir informações na Imprensa sobre o caso. "Não existe nada de consistente nessa acusação e tenho absoluta convicção que nada vai acontecer contra minha candidatura", acredita.

Paquito foi eleito com 1.523 votos. Esta foi a terceira eleição a que concorreu. Na primeira, em 1992, filiado ao PDC, ele obteve 825 votos. Em 1996, já no PMDB, conseguiu 1.300 votos como candidato à vereança, fato que o levou à suplência do partido na Câmara Municipal.

Para a eleição de 2000, Paquito conta que fez uma campanha "simplesinha". "De brinde, só distribui réguas com o meu nome gravado. Não dei churrascos, só participei de umas festas de aniversário de uns amigos, mais nada. Foi uma campanha bem modesta e tenho como provar", concluiu.

A compra de votos é considerada crime eleitoral e pode resultar na cassação do mandato, além de multa e prisão.

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