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Acordo para crédito

Paulo Toledo
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Acib e Caixa assinam acordo para crédito com juro baixo

Texto: Paulo Toledo

A Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) e a Caixa Econômica Federal (CEF), assinaram, ontem um convênio que permitirá que as empresas associadas à entidade e seus funcionários possam obter linhas de crédito em condições vantajosas. Os empréstimos poderão ser utilizados para capital de giro das empresas e para crédito pessoal para os empregados.

O superintendente do Escritório de Negócios da Caixa, Júlio César Scaramuzze de Toledo, que assinou o convênio juntamente com o presidente da Acib, Cássio Nunes Carvalho, disse que o convênio tem dois aspectos importantes: aprofunda a relação entre a instituição financeira e a entidade, com o objetivo de facilitar a vida das empresas de Bauru, iniciado com o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger); além disso, permite o favorecimento dos trabalhadores, sem que as empresas tenham que assumir qualquer risco, que é o empréstimo sobre Consignação Azul, no qual a única responsabilidade do empregador é descontar as parcelas do empregado. Essa responsabilidade cessa se houver interrupção do contrato de trabalho.

Toledo explica que os empréstimos para as empresas, por meio da linha GiroCaixa, terão uma taxa de juros variável entre 10% e 24% ao ano, mais a TR, dependendo do tipo de operação a ser realizada. As linhas de crédito são destinadas a suprir as necessidades de capital de giro empresas associadas

à Acib e terão prazo de quitação de até 24 meses, com limite variável, conforme a modalidade.

A forma de pagamento será em prestações mensais, calculadas pelo Sistema Francês de Amortização

(Tabela Price). A garantia será o aval da empresa e dos sócios. É necessário ter limite de crédito aprovado na Caixa.

Toledo diz que o empréstimo para o trabalhador, o Consignação Azul, poderá ser concedido para quem trabalha em empresas filiadas à Acib num período superior a seis meses. A cobrança será por meio de prestações em folha de pagamento do beneficiário do crédito. O prazo máximo será de 24 meses, sendo que o limite não pode ultrapassar a 30% de sua renda líquida.

O juros tem uma taxa fixa a partir de 3%. O beneficiário terá que apresentar garantias pessoais e autorizar o débito em folha de pagamento.

Toledo destaca que é vantajoso para o trabalhador que está com o cheque especial no limite, pagando juros de aproximadamente 8% ao mês, fazer o financiamento do convênio, que pagará juros bem mais baixos.

Para exemplificar, ele disse que em um empréstimo de R$ 1 mil, o beneficiário vai pagar 24 parcelas de R$ 59,05.

"O que ele paga de juro no cheque especial, vai pagar cobrindo o juro e o principal da dívida nesse tipo de financiamento", afirmou.

Cássio Carvalho, presidente da Acib, disse que a intenção da Associação é buscar privilegiar seus empregados. Para ele, as linhas de crédito com juros abaixo do mercado serão muito favoráveis para as empresas e seus empregados.

Para Carvalho, o fato de se ter uma linha de crédito disponível no final do ano, possibilitando uma injeção de dinheiro no mercado é importante e vai facilitar a situação do final do ano.

O diretor da Acib e delegado do Conselho Regional de Economia

(Corecon), Reinaldo César Cafeo, diz que as condições das linhas de crédito oferecidas pelo convênio Caixa-Acib são muito favoráveis. Para ele, a linha de crédito para os trabalhadores é uma boa opção para a empresa colaborar com o empregado sem assumir qualquer risco, uma vez que é a CEF que fica com todos os riscos dos créditos concedidos. "Toda vez que se consegue oxigenar a empresa com recursos baratos (abaixo do que cobra o mercado) é muito importante", afirmou.

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