Em Confiança
Leonardo de Brito
DESPEDIDA
A partida entre Inglaterra e Alemanha neste sábado, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, será a última do lendário Estádio de Wembley, que será demolido em novembro para dar lugar a outro estádio, que levará três anos para ser erguido e custará 475 milhões de libras (cerca de R$ 1,3 bilhão). No dia 2 de novembro, ainda haverá uma série de festividades, em que Pelé vai bater o último pênalti no local. O maior jogador de todos os tempos nunca atuou no gramado de Wembley. Menos de 24 horas depois, terá início a demolição do estádio, inaugurado em 1923, em que o Bolton venceu o West Ham por 2 a 0, na final da FA Cup
(Copa da Inglaterra). O público oficial do jogo foi de 126.047 pagantes, mas especula-se que havia mais de 200 mil pessoas no estádio naquele dia. Wembley recebeu a visita do Papa em 1982 e também foi palco para grandes astros da música, como Michael Jackson e Luciano Pavarotti. Em 1948, o estádio fez parte dos Jogos Olímpicos, em que o iugoslavo Branislav Stankovic recebeu o primeiro cartão vermelho de Wembley. Cinco anos depois, os ingleses assistiram à primeira derrota da Seleção para um time de fora da Grã Bretanha
- 6 a 3 para a Hungria. O momento mais marcante de Wembley aconteceu em 1966, quando a Inglaterra foi sede da Copa do Mundo e a conquistou pela primeira e única vez. Na final, o time da casa bateu a Alemanha por 4 a 2, com três gols de Geoff Hurst, sendo um deles o polêmico lance em que a bola bateu no travessão e não cruzou a linha.
SÓ VERDÃO
Dos grandes clubes paulistas, apenas o Palmeiras venceu na rodada de quarta-feira, da Copa João Havelange, batendo o Coritiba por 2 a 1, de virada. Com a derrota, o Coxa Branca continua na lanterna, e o Palmeiras agora pode voltar a sonhar com a classificação. A Portuguesa empatou com o América-MG, e o São Paulo, com o Grêmio. Já o Santos, que montou um time milionário, pisou na bola, ao perder para o Gama.
NA MIRA DA INTER
Como o brasileiro Ronaldo e o italiano Vieri ainda vão ficar muito tempo sem jogar, a Internazionale está interessada em Marcelo Salas. As negociações com a Lazio já começaram e, segundo as agências internacionais, para ter o jogador chileno o clube de Milão pagaria 45 bilhões de liras - cerca de R$ 37,4 milhões -, além de ceder os passes do zagueiro croata Simic, dos meias Cauet (francês) e Jugovic (iugoslavo).
REALEZA
O Valencia vice-cempeão da Copa de Campeões da Europa, conta em sua equipe de juniores com um membro muito especial, já que se trata... de um príncipe. O camaronês Abou, de 16 anos, está há dois anos em Valencia, procedente da região de Fumban, em Camarões, onde seu pai Oumarou é o rei. Segundo o jornal esportivo espanhol As, o rei Oumarou espancava seu filho toda vez que o via jogando futebol - mas teve de ceder ao sonho do filho de vencer na Europa. Abou, que joga como zagueiro não é o primeiro príncipe africano a chegar ao futebol da Espanha, já que o atual campeão, o Deportivo de La Coruña, contou em suas fileiras com o goleiro nigeriano Rufai, filho do rei Rufai de Idimu, região da Nigéria próxima da capital, Lagos. Rufai, que tem agora 37 anos, jogou no La Coruña durante as temporadas 1997-98 e 1998-99 e foi goleiro da Seleção de seu país no Mundial de 1998 na França.
PREDESTINADO
O novo reforço do Corinthians, o atacante Assis, irmão do Ronaldinho Gaúcho - e que estava atuando na Universidad de Guadalajara - já jogou ao lado de Marcus Lopes. Foi na preparação da seleção brasileira infanto-juvenil, que disputou o Mundial da categoria em meados da década de 80. Marcus Lopes, o "Careca", um ex-juvenil do Noroeste que pintava como supercraque, trocou a bola pelo jornalismo em 1990. Integrou nosso Departamento de Esportes
- meu pupilo, portanto - e agora é o editor esportivo da TV Modelo. Nasceu sob o signo do sucesso.
OPINIÃO
Com uma boa e longa exposição de motivos, a brilhante advogada e jornalista Maria Catarina de Souza Martins discorda da minha opinião sobre o desempenho brasileiro nas Olimpíadas. A caríssima leitora não considera desastrosa nossa campanha em Sydney, comparando-a com os Jogos de quatro anos atrás. Mas o nosso desempenho, de um modo geral, foi bom? Bom - digo,
ótimo - foi de Cuba: 11 de ouro, 11 de prata e sete de bronze. Bem, vou dizer que nossa campanha foi fraca, ao invés de desastrosa. Mas se o Brasil ganhou 15 medalhas em Atlanta e voltou de Sydney com 12, isso representa uma queda; e se ficou em 52º lugar no quadro de medalhas, não conseguindo nenhuma de ouro, que me perdoe a colega jornalista, nossa delegação pelo menos não correspondeu. A Seleção de futebol fez um fiasco, concordo, mas não pode ficar sempre servindo como parâmetro. Outras modalidades também fracassaram. Guga é, na pior das hipóteses, o terceiro melhor tenista do mundo, mas também foi eliminado nas quartas-de-final. Nesse caso, assim como o futebol, Guga teria a obrigação de vencer. Mas ele perdeu para Kafelnikov e a Seleção para Camarões. Só que o time africano não conquistou ouro por acaso. Ah, quarta-feira, Camarões empatou com a França, na campo da Seleção campeã mundial. Maria Catarina, valeu seu comentário, mas como dizia um filósofo grego, existe a minha verdade, a sua verdade e a verdade verdadeira. Mas discordar faz parte. Um abraço.
MEMÓRIA
Lwart/Lençóis Paulista e Ravelli/Franca decidiram em 1990, a Liga Nacional de Basquete - agora, Campeonato Brasileiro. O título ficou com os francanos, cujo time inicial era o seguinte: Rocky Smith, Guerrinha, Patrick Reynolds, Paulão e Evandro (Fernando Minucci). Técnico, Hélio Rubens. Lwart: Jean, Luís Felipe, Chuí, Gérson e Donizete. Cruxem e Efigênio eram as principais opções do técnico Caetano dos Santos Neto. No mesmo ano a equipe lençoense havia conquistado o título paulista.