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Eva Rodrigues
| Tempo de leitura: 4 min

Saiba se você está bem na Internet

Texto: Eva Rodrigues

A fase da ansiedade, em que a vontade era estar na rede a qualquer preço, vem dando lugar a um perfil de projetos mais consistentes

Estar na Internet. Essa era a frase imperativa quando a rede mundial começou a se popularizar há alguns anos. O resultado, porém, deixava muito a desejar - páginas estáticas ou meros folders eletrônicos de empresas acabavam sendo os trabalhos mais comuns. Hoje, quem pensa em estar na Internet busca mais do que ter um endereço www - é preciso estar bem na rede.

A qualidade de um site, pregada por todo desenvolvedor, passa por cinco grandes áreas: design, tecnologia, redação, planejamento e estratégia. Antes de partir para a execução, os itens planejamento e estratégia (leia detalhes no boxe) devem ser cuidadosamente pensados para que o projeto possa ser tratado conforme o profissionalismo exigido pelo mercado atualmente.

Ao colocar a mão na massa, os envolvidos devem ter - cada um na sua área - uma visão clara do papel a cumprir no processo. "Entre os principais itens, o bom design é essencial porque é o primeiro contato, o impacto visual; a tecnologia envolve os recursos para que o internauta se satisfaça ao navegar - deve possibilitar páginas leves, uso de banco de dados, segurança no acesso; redação legível e de preferência feita por alguém que não seja da área técnica e esteja familiarizado à mídia Internet. O importante é que cada uma dessas

áreas deve ser tratada por um profissional específico e a dificuldade, ao mesmo tempo, é que todos devem trabalhar em conjunto e com foco na web", orienta o gerente de desenvolvimento da Travelnet, Valter Leite.

De acordo com o profissional, a pergunta mais frequente feita pelos clientes tem sido "Como fazer com que o internauta visite e retorne outras vezes ao meu site?". A fidelização do usuário talvez seja o grande desafio a ser vencido, mesmo que a resposta à questão seja simples - estímulo. Mas como criar estímulos no mundo virtual? Em geral, nesse mundinho de acesso fácil e efêmero o estímulo está ligado a alguma forma de interatividade - seja através de jogos, prestação de serviço, prêmios, concursos ou outras alternativas de entretenimento. "Essas ações estão diretamente ligadas ao objetivo do site, a seu público-alvo e devem ser concebidas tomando-se o pilar básico estímulo-interatividade-atualização constante", ensina o gerente de criação da Travelnet, Geraldo Araújo.

Para o marketing estratégico da Empório de Comunicação, Alexandre Carvalho, além da interatividade, a fidelização do usuário está diretamente relacionada ao conteúdo.

"O site é uma matéria viva e deve a todo momento ser alimentado com novas informações que tenham qualidade", indica.

Carvalho também aponta alguns itens que podem atrapalhar a fidelidade do internauta: "Tecnologia em excesso pode ser um problema para o usuário, se a página é muito pesada ou cheia de animações que demoram para carregar ele talvez não queira retornar ao endereço".

Conhecendo o público

Ao colocar um site no ar, uma preocupação fundamental deve ser a identificação do público. "São fundamentais as ferramentas para se conhecer quem está fazendo o acesso, como softwares de gerenciamento de dados, softwares personalizados para estatísticas customizadas (por exemplo, para saber qual a palavra mais pesquisada dentro de um site de busca), e o Data Base Marketing - criação de um banco de dados com informações sobre os internautas, o que pode ser feito de maneira bem discreta através de joguinhos interativos", explica Leite.

Geraldo Araújo lembra que há um ciclo que deve se repetir de modo constante: "Primeiro eu tenho as ferramentas de interatividade para buscar público; buscando público faço o Data Base Marketing que me permite visualizar quem

é o público real, conhecendo esse público posso gerar ferramentas de fidelização e todo o círculo recomeça... O interessante nesse processo

é que ao fazer a leitura dos dados obtidos posso gerar novos serviços que foram detectados pela própria necessidade do cliente".

Planejando

Antes de entregar a construção do site nas mãos de um webdesigner, o marketing estratégico da Empório de Comunicação, Alexandre Carvalho, lembra que o cliente deve buscar respostas para algumas questões: Por que estar na Internet? De que forma? Onde? Ele acredita que Planejamento seja a palavra-chave para as respostas e dá algumas dicas essenciais para quem está disposto a ganhar um endereço no ciberespaço.

- Definir os objetivos de mercado por trás do site que será lançado

- Definição do target, público-alvo que pretende atingir

- Trabalhar o conteúdo do site, as partes-chaves a serem desenvolvidas para se chegar aos objetivos, classificando particularidades, ou seja, levantando todos os dados para depois aglutiná-los

- Aglutinar os termos relevantes - ver o que é pertinente a um grupo ou àquele tipo de informação e estabelecer uma classificação

- Cuidar da arquitetura do site, o que significa fazer todo um estudo de navegabilidade, e começar a montar uma espécie de fluxograma para mapear todas as ações possíveis de um usuário dentro do site

- Definir pontos de interatividade (elaborados de acordo com as características de cada site)

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