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Rose Araujo
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Correios não conseguem acordo e ameaçam greve no Natal

Texto: Rose Araujo

Na última negociação com a empresa, os trabalhadores não conseguiram fechar acordo; greve deve começar em dezembro

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

(ECT) poderão entrar em greve no período de maior volume de correspondências: o Natal. A informação

é do secretário-geral do Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de São Paulo, Reinaldo de Jesus. "Se a empresa não atender as nossas reivindicações, vamos mobilizar toda a categoria para greve por tempo indeterminado", disse.

Na última segunda-feira, representantes do Sindicato estiveram reunidos com a diretoria da ECT no Tribunal Superior do Trabalho

(TST), em São Paulo. Mais uma vez, a empresa não concordou com as propostas da categoria. De acordo com Jesus, os trabalhadores estão requisitando reposição salarial de 8,22% - relativa ao período de um ano de inflação

-, abono salarial igual para todos, ticket refeição de R$ 13,00, piso salarial de R$ 348,00 e vale-cesta básica de R$ 45,00. As propostas da empresa ficam muito aquém disso: ela oferece reajuste salarial de 2%, aumento de R$ 0,50 no vale-refeição e de R$ 2,00, no vale-cesta.

O impasse está sendo julgado no TST. A resposta, de acordo com o sindicalista, deverá ser dada entre 30 e 60 dias, período em que a entidade de classe pretende estar fazendo manifestações a favor da aprovação de seus pedidos. "Estamos reconvocando a categoria para estender a nossa campanha salarial nos próximos sessenta dias. A intenção é fazer uma greve estratégica justamente no período das festas de final de ano", ressaltou Jesus.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Bauru e Região, Francisco Theodoro de Souza Netto, os trabalhadores locais não deverão aderir ao movimento. Ele disse que a negociação está sendo feita de forma independente do Sindicato do Estado, já que a entidade bauruense é autônoma. Jesus contesta essa informação e garante que o Brasil inteiro estará participando da mobilização.

"Nosso objetivo é ganhar fôlego. Faremos campanha no período em que o TST estará julgando o dissídio para reunir 100% dos trabalhadores em torno da reivindicação. Isso inclui Bauru e região", afirmou.

De acordo com ele, no Estado de São Paulo o número de trabalhadores da ECT chega a 25 mil, sendo 1,5 mil na região de Bauru.

A última paralisação dos trabalhadores dos Correios aconteceu em 1997. Na ocasião, cerca de 80% da categoria aderiu ao movimento, segundo o Sindicato.

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