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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

ECT garante serviços durante eventual greve

Texto: Patrícia Zamboni

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) está informando que não há motivo para que a população se preocupe com a ameaça de greve dos trabalhadores no Natal. De acordo com informações da Assessoria de Imprensa da ECT em Bauru, a empresa possui um eficiente plano de contingência que, se for preciso, será colocado em ação para que os serviços de postagem não sejam prejudicados e para garantir o atendimento a todos.

De acordo com a Assessoria, se não houver acordo entre a categoria e a direção da empresa até o final do ano e for realmente deflagrada uma greve, em nível nacional, na época de Natal, a ECT colocará em prática as ações do seu "plano de contingência". Segundo a Assessoria de Imprensa, os Correios possuem várias estratégias para evitar que o fluxo postal seja prejudicado diante de uma eventual paralisação dos trabalhadores.

Na prática, existiriam diversas estratégias operacionais que garantiriam o atendimento a todos os usuários dos serviços da ECT. Entre elas, o desvio de serviços de uma determinada unidade de tratamento que esteja paralisada, para outra, já que, segundo a Assessoria, a adesão às greves nunca

é de 100%. Todas as entregas de telegramas, sedex e qualquer tipo de correspondência estariam, dessa forma, garantidas. Ou seja, existiriam alternativas para evitar a interrupção dos serviços dos Correios no País.

Além disso, segundo a Assessoria, o próprio Governo autoriza, em caráter de emergência, a contratação de funcionários temporários para suprir a demanda de serviços diante de um movimento grevista.

Em relação às reivindicações da categoria, a ECT diz que está aberta a novas negociações e que as condições de trabalho oferecidas aos funcionários seriam "muito boas", inclusive, que eles receberiam alguns benefícios até além do que o previsto em Lei, como a gratificação de férias. Segundo a Assessoria de Imprensa, por Lei é exigido o pagamento de 30% do valor do salário e a ECT pagaria 70%. O valor do vale-alimentação oferecido também foi considerado um dos melhores do mercado, de R$ 9,00. A assistência médica, com diversos convênios, também foi citada como um benefício aos trabalhadores.

Sobre as discussões salariais, a Assessoria não quis entrar em detalhes, já que o impasse está sendo julgado no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em São Paulo.

De acordo com o sindicalista Reinaldo de Jesus, a resposta do TST deve ser conhecida daqui a 30 ou 60 dias, no máximo. Até lá, ele afirma que os trabalhadores continuarão fazendo manifestações.

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