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Redação
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Toque em Bauru

Ao falar, na edição de ontem do JC como vice-reitor eleito da Unesp e já nomeado pelo governador Mário Covas, o professor Paulo Razuk, deu um toque nas autoridades locais e na própria sociedade sobre a meta de transferir a reitoria da Unesp para o Interior do Estado, onde estão quase todos os campi da universidade.

Mobilização

Razuk, que é professor da Unesp-Bauru, avalia, ainda que em meio à comemoração pela escolha, que vai ser inevitável a transferência da reitoria. Por isso, o prefeito Nilson Costa e os setores mais ativos da cidade devem se preparar, desde já, para a candidatura a sede da reitoria e para demonstrar, na prática, que há condições de abrigá-la.

Escorregões

O debate acalorado sempre resulta em alguns deslizes, sejam de ordem informacional ou pessoal. Quando se trata de discurso, o calor da retórica acaba arranhando a já penalizada Língua Portuguesa. Na sessão da última segunda-feira, o uso do plural foi a ausência mais sentida nas discussões. O que mais doeu nos ouvidos foi a pergunta "vocês é contra ou a favor?". Será que dá para responder?

O retorno

Professor do curso de Psicologia da Unesp, Tuga Angerami (PSB) voltou às salas de aula um dia após a eleição. O retorno, afirma o ex-prefeitável, foi tranqüilo e fraterno, com direito a várias declarações espontâneas de apoio por parte dos alunos e dos professores.

"Faço o que gosto, então, volto a dar aulas com o maior prazer, independente do resultado das urnas", garantiu.

Novo grupo?

Ao contrário de Pedro Tobias (PDT), Carlos Braga (PPB) afirma que continua a dar declarações de apoio a Tuga Angerami (PSB). "Meu apoio não é uma questão de contingência. Mantenho a postura assumida antes das eleições", disse. De acordo com o pepebista, sua admiração por Tuga redobrou. "Encontrei um parceiro", afirma. A recíproca, segunda o ex-prefeitável, também

é verdadeira.

Barbeiro

Depois de perder o cabelo e a barba por apostar numa vitória de Nilson Costa com 5 mil votos de diferença, Rubens de Souza, presidente do PPS local, afirma que irá reaver a aposta. "De acordo com o DataRubão, a diferença, na verdade, foi de 15 mil", disse, brincando, em referência ao número de pessoas que garantem ter votado em Nilson após a eleição.

Cadeiras trocadas

Dos 417 prefeitos que disputaram a reeleição neste ano, 218, ou seja, 52,2% não conseguiram se reeleger e três ainda esperam o segundo turno. Dos 645 governantes das cidades paulistas, 446 deixarão suas respectivas cadeiras. Esse número corresponde a 69,1% do total. As informações são da União dos Vereadores do Estado de São Paulo.

A reeleição

O mesmo levantamento mostra que 228 prefeitos não quiseram tentar a reeleição. 196, entre eles o de Bauru, vão continuar no cargo pelos próximos quatro anos. Apenas nas cidades com menos de 20 mil habitantes a maioria dos atuais prefeitos foi reeleita. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, esse fato foi menos repetitivo.

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