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Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Entrelinha

Café com pão

Diante da recondução de Nilson Costa (PPS) à Prefeitura de Bauru, muitos políticos experientes não descartam a possibilidade de ser formado um novo "trem-bala" na Câmara Municipal, a exemplo do que aconteceu na gestão de Tidei de Lima. A chance é confirmada por um vereador, não reeleito, que acompanha de longe as negociações em torno da bancada de apoio ao prefeito a partir de 2001.

"Cartorários"

Se o trem-bala for ressucitado, o discurso utilizado pelos vereadores da atual legislatura, de que a Câmara Municipal não

é um cartório da Prefeitura, pode ficar comprometido, exigindo da sociedade organizada uma atenção redobrada sobre a Casa. Duas instituições já avisaram que estarão atentas aos atos da Câmara: Conselho dos Pastores Evangélicos e o Conselho Diocesano de Leigos e Leigas.

Toma-lá-dá-cá

A justificativa para a formação da base de apoio ao prefeito Nilson Costa já está sendo exercitada por muitos vereadores e consiste em dizer que o momento atual

é de união. Um dos governistas que trazem o discurso no bolso do colete é Leandro Martins, que já confirmou apoio ao prefeito em uma conversa com o próprio. "Meu apoio já está definido, independente da posição do PPB", garante.

Conversações

Leandro Martins diz que a bancada do PPB ainda não sentou para discutir a possibilidade de apoiar o governo Nilson Costa, mas acredita que dificilmente o partido deixará de compor a bancada. Do lado do PSDB, a idéia é manter a oposição, mas evitando o xiitismo. "É hora de somar, mas isso não significa que vamos aplaudi-lo. Nossa oposição não vai se opor ao crescimento de Bauru", adianta Rubens Spíndola.

Previsões

Em entrevista ao JC, publicada na edição de hoje, Tuga Angerami avaliou que o 2.º turno seria bom para Bauru. "A cidade teria um nível bastante aprofundado de debate, digo por causa do meu perfil político e do prefeito. Tenho certeza que as campanhas seriam programáticas", disse. O ex-prefeitável acredita que o instituto do 2.º turno será mantido por ter provado que promove um processo eleitoral mais enriquecido.

Papel da máquina

Repercutiu favoravelmente, ontem, nos setores representativos, a idéia, defendida por inúmeras entidades organizadas, de pedir ao secretário das Finanças para que o Orçamento de 2001 seja mais detalhado. Ao se falar em detalhes, também se inclui a discussão sobre o papel de cada setor. Exemplo: quanto a Emdurb gasta com seu Departamento Rural? Com isso, seria possível perguntar à Secretaria da Agricultura o que ela executa. Afinal, rural e agrícola têm a mesma finalidade. Ou não?

E o Carnaval

A Secretaria de Cultura tem dotação prevista de R$ 850 mil para 2001. A pasta vem perdendo receita ano a ano, no papel. A situação não é pior porque o prefeito tem aumentado a cota de contribuição. Este ano, por exemplo, a Cultura já recebeu R$ 1,51 milhão até agosto. No papel, a verba era de R$ 1,28 milhão. Como se vê, há uma discussão importante a ser feita: a Prefeitura deve ou não efetuar repasses para o Carnaval? A Cultura consome R$ 780 mil/ano com folha de pagamento.

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