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Barragens

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 3 min

Barragens estão programadas para 2002

Texto: Erika de Lima

Visando evitar a situação caótica que fica a região central da cidade em períodos de fortes chuvas, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) já está projetando três barragens de contenção de águas pluviais para o rio Bauru, que estão previstas para 2002.

A prioridade do projeto de construção das barragens, para resolver o problema de transbordamento nas avenidas Nações Unidas e Nuno de Assis, será dada para os córregos da Água do Castelo, Água do Sobrado e Água Comprida. Além dessas, outras também estão na lista da Seplan, como nos córregos Água da Forquilha e do Arroz.

Por enquanto, o plano está no papel, mas segundo a titular da Seplan, Maria Helena Rigitano, havendo recurso suficiente e tendo nas proximidades dos córregos estrutura adequada, o projeto estará sendo encaminhado para que as barragens fiquem prontas, provavelmente, em dois anos.

A construção dessas barragens é considearada a alternativa para acabar com o problema de transbordamento do rio Bauru em dias de chuvas fortes. De acordo com Maria Helena, normalmente o canal desse rio consegue transportar a água que cai nele, o problema mesmo são os afluentes, que transbordam principalmente por causa de lixo despejado em suas margens, o que também causa o assoreamento.

A Praça Chujiro Otake, a avenida Alfredo Maia e o pátio ferroviário são exemplos de locais inundados por causa dos córregos da Grama e do Sobrado, que enchem devido

às fortes chuvas.

A titular da Seplan argumenta, que há várias soluções para o problema de drenagem. Um deles é sempre ter o ponto mais baixo da cidade limpo (como é o caso do rio Bauru), não o deixando assorear. O outro quesito é ter galerias de águas pluviais. "Obras que normalmente a cidade deveria ter, mas como há uma grande demanda de galerias para se colocar e muitas ainda são antigas, demora-se um tempo para planejar os meios que resolvam problemas como os das enchentes", afirma.

No entanto, só a colocação de galerias e a manutenção de limpeza do rio não resolveriam o problema. A titular da pasta explica que quando chove, o volume de água da área urbana, que chega ao rio Bauru ao mesmo tempo, através de seus afluentes, é muito grande.

Apesar de ser parecido como uma piscina, as barragens não podem ser consideradas como "piscinões" porque o projeto será realizado em terra, tendo grama ao redor e, por ser construído em local aberto. A idéia do projeto também é implantar no local um parque arborizado.

"A barragem tem o formato de represa, mas a água não ficará represada. Há um buraco para a passagem do córrego, que será dimensionado para a vazão de água que há nele diariamente", justifica.

Para completar, as águas serão despejadas pelas galerias existentes diretamente nas barragens, e não no rio Bauru, ponto mais baixo da área urbana, evitando, desse modo, as temíveis enchentes.

Enchentes

O transbordamento da avenida Nações Unidas ocorre porque o Córrego das Flores, localizado e canalizado abaixo de toda a extensão da avenida, não comporta o volume de água que a cidade descarrega nele. Esse volume foi aumentando ano a ano, conforme crescia a população na região.

"O canal desse córrego foi construído na década de 70 e por sua projeção ser antiga, na época não houve previsão a respeito do crescimento daquela

área. Portanto, esse canal não consegue escoar o grande volume de água despejado nele, mas isso ocorre geralmente só com meia hora de chuva, depois a água é absorvida", explica Maria Helena.

O represamento servirá justamente para armazenar o excedente da água pluvial. Depois da tempestade, a água vai sendo escoada pelas perfurações existentes nas barragens.

É fato que quanto mais pavimentada a cidade, menos escoamento das águas pluviais há e, portanto, a criação de alguns mecanismos, como as barragens, torna-se muito importante para a vazão da água da chuva. Com essa estrutura, a água deverá extravasar, evitando assim que o rio Bauru chegue a transbordar. "As barragens são previstas para suportar as chuvas fortes, que duram um certo período", reforça a secretária.

Por enquanto, a Seplan aguarda a topografia, já solicitada, para então concluir o projeto.

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